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By Ferramentas Blog

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domingo, 31 de julho de 2011

QUANDO UM FILHO MORRE ANTES DOS PAIS

Encontrei esta reportagem e gostei muito, espero que ajude a tantas pessoas que estão passando por tanta dor como eu.

Quando um filho morre antes dos pais

Senhor, há uma velha história que meu pai me contou.
Um velho perdeu o seu único filho, e seus amigos vieram procurá-lo e disseram-lhe: Por que choras? Nada te pode devolver teu filho.
E o velho disse: É por isso que eu choro.

A perda de um filho ou de uma filha é considerada por muitos como a dor mais profunda e devastadora que uma pessoa pode sofrer na vida. Realmente, o luto pela morte de um filho costuma ser de uma intensidade muito grande e geralmente possui um tempo diferenciado, tempo esse alongado em função das características específicas desse tipo de perda.

É comum pensar e desejar que a morte siga uma seqüência cronológica: primeiro morrem os pais, depois, os filhos. Por isso, quando essa seqüência se quebra, independente da idade do filho morto, os pais sofrem muito, pois para o ser humano, o filho é a continuação de sua própria existência e quando um filho morre, sonhos e projetos dos pais vão embora com ele. Múltiplas perdas estão envolvidas nesse processo e é por isso também que essa perda é geralmente tida como mais complicada do que as outras.

Em algumas situações, a partida de um filho pode desestruturar toda a dinâmica familiar, ocasionando separação dos pais e problemas de relacionamento com os demais filhos. Conforme nos apontam alguns estudiosos do luto, normalmente, os pais não respeitam a maneira de pesar um do outro e às vezes a distância do assunto “filho que morreu” com a intenção de poupar o companheiro, é o que pode ocasionar separações. Em relação aos filhos que ficaram, acontece em alguns casos, comparações freqüentes e idealização com o filho que partiu, o que pode trazer mais complicações para a família já que o irmão também está sofrendo por essa perda.

Alguns comportamentos em pais enlutados são também considerados como naturais ao vivenciar esse tipo de luto tais como a idealização do filho morto, encontrar defeitos nos filhos vivos de outras pessoas e/ou de seus próprios filhos sobreviventes. Há ainda a existência de sentimentos de culpa, sensação de impotência, fracasso, incapacidade e a crença muitas vezes de que os cuidados com o filho que se foi não foram suficientes e que não se conseguiu protegê-lo como deveria.

Certamente, quando um filho morre há toda uma transformação individual e familiar que trará diferenças significativas no porvir da vida. Conseguir dar continuidade e um novo sentido à (esta nova) vida exige, por parte dos pais que ficam um investimento pessoal muito grande e isso requer apoio, compreensão, respeito e cuidado para com cada pai e mãe enlutados. Dessa forma, é possível que haja a reorganização de sentimentos, valores e crenças, e, aos poucos, cada um vá encontrando sua forma singular de vivenciar esse tão difícil e doloroso luto até chegar um tempo em que a dor intensa se vá e permaneça a saudade, fiquem as lembranças dos bons momentos e a alegria de ter sido mãe/pai de um filho muito amado e querido.

Ana Elisa F. de Castro é psicóloga e atende pessoas enlutadas no Cemitério Morada da Paz.

5 comentários:

Rebeca Coimbra disse...

Adorei o texo,expressa bem a nossa realidade..
Vou copiar no meu blog com os devidos creditos ok??!!
Beijos linda tuas fotos no orkut!!

Viviane Beatriz disse...

Gostei muito do texto, só quem já passou por isso, sabe como eh dolorosa essa dor, exatamente, 3 meses que meu filho se foi de 1 ano e 4 meses,uma dor terrivel, falta um pedaço de mim, mais Deus sabe todas as coisas.

Viviane Beatriz disse...

Gostei muito do texto, só quem já passou por isso, sabe como eh dolorosa essa dor, exatamente, 3 meses que meu filho se foi de 1 ano e 4 meses,uma dor terrivel, falta um pedaço de mim, mais Deus sabe todas as coisas.

Arthur Passos disse...

gostei muito do texto muito expressivo tou passando por essa dor, perdi meu filho, num acidente de carro no dia 21 de dezembro de 2015. So Deus pra nos da forcas pra viver.Ele tinha 13 anos com ele foi um pedaço de mim

Andreia Sieczko disse...

Estou sofrendo. HOje faz 3 meses que meu irmão foi embora deste mundo... Eu o tinha como um filho, apesar de ser 3 anos mais velha que ele. Eu eu minha mãe estamos tentando viver essa nova vida. Mas é muito difícil. Vou seguir seu blog. Eu também tenho um blog
www.andreiasieczko.blogspot.com.br
gostei muito do que estou lendo aqui...

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