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By Ferramentas Blog

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domingo, 19 de maio de 2013

NOSSA POLÍTICA BRASILEIRA É UMA PALHAÇADA-REPORTAGEM NO FANTÁSTICO ME GERA INDIGNAÇÃO

 Estou indignada com a reportagem que acabei de assistir no Fantástico sobre a aposentadoria por invalidez de alguns homens aposentados pelo senado com salários absurdos e enganando os outros ainda, enquanto milhares de pessoas precisam realmente se aposentar e estes peritos do Inss incompetentes não enxergam quem realmente precisa se aposentar como D. Marisa da reportagem. Vivemos isto na pele com minha irmã que tem dois câncer tentando se aposentar e não consegue de jeito nenhum, precisando passar por perícias humilhantes, e como ela tem milhares e milhares de mulheres com câncer que não conseguem de jeito nenhum a aposentadoria porque para os peritos precisamos estar morrendo com metastasse, sem expectativa de vida nenhuma. Uma palhaçada isto, eu mesmo só consegui a minha aposentadoria através de advogado, o que nossos políticos deveriam ter consciência e nossos peritos do Inss deveriam ser melhores preparados para analisar quem realmente precisa se aposentar. Indignação é pouco para o que estou sentindo neste momento, pena que somos tão pequenos e nosso clamor não é ouvido por ninguém, infelizmente nosso Brasil não quer saber disto e nossos políticos não estão nem aí pra isto. Palhaçada....

domingo, 12 de maio de 2013

COMO PASSAR O DIA DAS MÃES SENDO ÓRFÃ DE UM FILHO?









Dia das mães chegou novamente, o quarto ano sem meu filho,  e eu venho aqui hoje apenas para agradecer a Deus por ter me dado o maior presente que uma mulher pode receber nesta vida, o dom de ser mãe, sentir dentro de mim esta vida pulsando junto de meu coração 09 meses foi a experiência mais linda que tive em minha vida, ver aquele rostinho lindo e escutar aquele chorinho assim que ele nasceu, valeu a pena ter sido mãe durante 12 anos, mas que saudade daquela voz carinhosa me chamando de mamãe, saber que nunca mais  verei aquele sorriso, sentir aquele abraço, o beijo gostoso, as brincadeiras, o meu amigão e companheirão se foi a 04 anos e cada dia destes 04 anos eu nunca deixei de pensar neste filho maravilhoso que Deus me deu a honra de deixar em minha vida durante 12 anos. Obrigada Deus por eu ter sido mãe, obrigada meu filho amado por tanto amor que você me ensinou nesta vida, por sua humildade e beleza de uma alma cheia de luz, obrigada meu amor por tudo, sinto muita saudade, te amo, te amo....Hoje fui em seu cantinho que arrumei com tanto carinho, me perdoe pelas lágrimas filho querido, não pude suportar tanta saudade, se eu tivesse um segundo da minha vida que eu pudesse passar com vc nesta terra novamente, era só isto que eu pediria para Deus neste momento. Ser mãe órfã é o maior desafio que Deus deixou nesta terra para uma mulher.Te amo meu eterno amor

INDIGNAÇÃO - MENSAGEM ENVIADA PARA A OUVIDORIA DA PREFEITURA MUNICIPAL DE BELÉM


Estou procurando a Ouvidoria porque há muito tempo já fiz uma reclamação para a prefeitura municipal de Belém sobre o mesmo assunto e não foi tomada nenhuma atitude, meu unico filho faleceu faz 04 anos atrás e fiz uma linda sepultura para ele no cemiterio de Icoaraci, e nestes 04 anos ela já foi roubada mas de 15 vezes, tudo o que eu coloco lá é roubado, é uma sepultura vizada por se tratar de uma criança muito conhecida, então se sabem que roubam a sepultura dele, então porque o agente distrital que foi no cemitério nesta semana e ficou dizendo para todos que ia tirar os banquinhos que as famílias colocam para passar um tempo com seus entes queridos, o que é uma coisa mínima isto, em relação aos roubos que ali acontece, faltando vigias e colocando vigias incapacitados naquele local, como pode se explicar que eu acabei de arrumar a sepultura de meu filho faz 03 dias e quando cheguei lá hoje, dia das mães já tinham roubado novamente vários arranjos, passarinhos, borboletas, o que é isto, já roubaram várias imagens, todos conhecem a sepultura do Anjo Gabriel, é só perguntar a qualquer um lá dentro que todos conhecem, o que adianta uma mãe cuidar com tanto carinho da sepultura de seu filho se o agente distrital se preocupa com os banquinhos em vez de se preocupar em ter vigias para as pessoas não passarem esta tristeza e indignação e falta de respeito? vou colocar esta reclamação em meu face, em meu blog que é acessado todos os dias por várias pessoas do mundo inteiro ver se fazem alguma coisa, é um absurdo isto, sofremos todas as vezes que somos roubados, será que ninguém faz nada, eu sei que os responsaveis são as prefeituras pela manutenção, acho que vou mover um processo para pegar tudo de novo o que me roubaram já que não se interessam em colocar vigias competentes, é isto que quero deixar registrado


















    quarta-feira, 8 de maio de 2013

    O ARCO ÍRIS VEIO NOS VISITAR EM DUAS OCASIÕES DIFERENTES E EM UMA DELAS UMA PESSOA RECEBEU UMA GRAÇA

    Olá amigos, ainda estou em Belém do Pará e venho novamente contar dois acontecimentos muito importantes. Eu estou arrumando toda a sepultura de meu anjo, deixando ela do jeito que gosto para o dia das mães, e quando eu cheguei com a Edilma no cemitério que foi me ajudar a limpar  a sepultura, no momento que chegamos um lindo arco íris apareçeu no céu, como se fosse um sorriso de meu lindo filho dizendo que estava feliz por eu estar cuidando de seu cantinho, e outro acontecimento muito importante que aconteceu foi que nosso anjo amava muito a Edilma que trabalhou com a gente 08 anos e cuidou muitos anos do Biel, eles brincavam demais e eram muito amigos, então ela sempre ora por ele e o considera seu anjo de proteção, e nesta semana sua filha que foi sacar o dinheiro de seu salário todinho com ela, enquanto estava indo para casa perdeu todo seu dinheiro e ligou chorando de casa para a mãe dela chorando demais, pois este dinheiro era para o mês todo para ela e sua filhinha, Edilma não perdeu a fé e pediu para ela ir fazendo o mesmo caminho de volta que ela também iria fazer o caminho até encontrá-la pois as duas tinham se separado, e assim elas fizeram e em um determinado momento quando sua filha estava olhando para o chão, de repente viu o dinheiro enrolado do mesmo modo que tinha caido de seu bolso, o dinheiro estava no chão em um lugar super difícil de ser visualizado, e quando ela encontrou as duas choraram bastante e no momento em que Edilma voltou para casa a primeira coisa que apareceu para ela foi um grande arco íris. Não acredito em coincidência, sempre digo isto, acredito sim que meu anjo ilumina nosso caminho, cuida de cada um de nós, já tive nestes 04 anos diversas provas disto, já postei várias postagens sobre provas de que ele está perto, não só de mim mas de várias pessoas que me escrevem, quero aproveitar e agradecer  as placas deixadas  em sua sepultura de agradecimento pelas graças recebidas, respeito a opinião de cada um  e acho que todas as opiniões devem ser respeitas independentemente do que acreditamos. Um grande abraço a todos 

    domingo, 5 de maio de 2013

    DEPOIMENTO DA MÃE PAULA SOBRE A PARTIDA DE SEUS ANJOS-REVOLTA, TRISTEZA, DOR E SAUDADE MARCAM A VIDA DESTA FAMÍLIA

    Queridas mães de anjos
    Também sou mãe de dois anjinhos, mas ainda não me sinto bem nessa situação. Na verdade ainda não aceito que meus filhos tinham que me deixar tão cedo, sei que posso estar sendo covarde, como li em um blog uma mãe de anjo falando, mais não consigo ser forte, não ser covarde. Sei que não é fácil para nenhuma de vocês, mas vi em blogs ( da Ivonete,Vírginia,Eveline e outros), alguns comentários de vocês,que tem me ajudado, por isso queria muito poder me corresponder com todas, tenho certeza que isso vai me ajudar muito a suportar esse horrror que se transformou a minha vida.Queria contar um pouco da minha história e ouvir a de vocês.Espero que possamos nos corresponder.Meu nome é Maria Paula, moro em Porto da Folha-Se,casei em dez/2005, engravidei com menos de um mês de casada,no início fiquei um pouco assustada,tinha muito medo de ter filhos(pensando na hora do parto),depois o amor era tão grande por aquela criança que habitava dentro de mim, que eu costumava dizer que “o amor vencia o medo”,eu não tinha mais medo da hora do parto, eu queria tanto sentir aquela criança nos braços, que eu sabia que ia dar tudo certo, eu ia conseguir.No dia do parto (02/10/2006), cheguei cedo na maternidade, mais o médico que me acompanhou no pré- natal não apareceu, mesmo sabendo que eu estava lá, o esperando.A médica plantonista dizia que eu tinha que esperar por ele, e só a tarde quando perceberam que eu não aguentava mais, ligaram para o médico e ele disse para a plantonista me atender,meu bebê já tinha feito cocô na minha barriga e o parto teve que ser cesário.Mas que bom ele nasceu(Paulo Gabriel nasceu) que alegria, teve que ir para UTIN, mas me falaram que estava tudo bem,ele só ia ficar em observação, para terem certeza que ele não tinha engolido nenhum liquído, que pudesse lhe fazer mal.Fiquei tranquila como em todo pré-natal, sempre ouvir do médico que estava tudo bem, que era uma criança saudável.Mas no outro dia ao visitá-lo na UTIN, já fui ouvindo da médica:se prepare ele ,está com um problema muito sério e vai morrer.Não acreditei no que ouvia,como? Ela me explicou que durante a noite ele tinha tido uma crise, e descobriram que ele tinha uma cardiopatia congênita. Indaguei pela cirurgia, ela falou que podia ser feita, mas ele era muito pequeno, seria difícil resistir. Mas não desistimos, ou arriscava fazer a cirurgia e ter uma chance dele viver ou esperava ele morrer a qualquer momento. Com 9 dias de nascido ele foi submetido a cirurgia e não resistiu.Foi o primeiro pior dia das nossas vidas(11/10/2006), um dia antes do dia das crianças,e seu sepultamento justamente no dia das crianças. Foi terrível, queria morrer, meu esposo também sofria muito, mas tentava se manter forte por mim, fiz acompanhamento psicológico, e depois de muita luta conseguimos seguir em frente. O nascimento do nosso 2º filho foi fundamental para conseguirmos. Nasceu Paulo Gustavo em 17/08/2008, nasceu de 8 meses, quando a bolsa estourou foi um susto, pois já estava tudo programado para ser cesariana no mês seguinte, mas graças a Deus deu tudo certo, foi parto cesário novamente, mas ele estava com mais de 3 quilos e nem precisou ficar na UTIN.E aí nossa alegria voltou, não completamente pela ausência de Paulo Gabriel, mais conseguíamos sorrir ,pensar no futuro, pensar no melhor para Paulo Gustavo, tudo que fazíamos era em sua função, ele era tudo para nós.Era um menino esperto, amoroso(que do nada chegava e dizia: mamãe linda eu te amo, ou papai. O amor dele por nós era igual,apesar de ser muito apegado ao pai e às vezes eu dizer que ele gostava mais do pai, mas ele dizia que não, e eu acredito).Ele estava com 4 anos e 6 meses.Moramos no interior de Porto da Folha,mas temos residência também em Aracaju, e viajamos muito de um lugar ao outro, mas sempre pra ir a médico, levar mãe, irmã, sogra e até nós mesmos.Paulo Gustavo sempre ia conosco e gostava, porque nos intervalos, levávamos ele na praia( que ele adorava), no parque, shopping.Se ele pudesse morava em Aracaju.E aí veio o nosso 2º pior dia das nossas vidas, no dia 04/03/2013, voltando de Aracaju para Porto da Folha, no município de N.Srª da Glória, já tão próximo de casa, um camioneiro desgraçado, jogou seu caminhão na traseira do nosso carro, íamos 5 no carro, eu, meu esposo,minha mãe, minha irmã e Paulo Gustavo,todos ficamos bem: eu e meu esposo, os menos feridos por estar na frente, minha mãe e minha irmã, mais, porque estavam atrás com ele, mas ele não teve chances, ainda tiramos ele da caderinha sangrando pela boca,nariz(estou tremendo tanto, mais quero falar com vocês, por isso estou me esforçando o máximo para digitar).Eu corri para a pista ,pedindo socorro com ele nos meus braços, vi resistência de um homem em ir comigo para o hospital, dizia que não sabia onde ficava,isso me dar ódio até hoje e acho que nunca vai passar, até que parou um casal (já meio idosos, que nem lembro da fisionomia) e me levaram para o hospital mais próximo, eu pedia tanto a Deus para não levar meu filho e dizia: SENHOR, eu já te dei Paulo Gabriel, deixe Paulo Gustavo comigo.Nunca pensei em passar por um terror tão grande na minha vida, eu estava no inferno.Chegando ao hospita percebi que meu filho estava morrendo, entrei correndo no hospital, pedindo um médico, ainda pegaram ele dos meus braços, foi uma correria, vi fazendo massagens nele, mais me tiraram da sala, estava tão desesperada, doida,corria pelo hospital, não queria ouvir o pior, mais não demorou muito, quando meu esposo chegou, que tinha ficado socorrendo minha mãe e irmã.Vi alguém chamando ele pra conversar e percebi que o pior tinha acontecido.Queria morrer, pedi para me matarem, eu não suportaria, de novo não.Eu não queria viver pra sentir de novo essa dor. E agora pior, numa intensidade maior ainda porque o tempo de convivência foi maior, são mais lembranças. Com Paulo Gabriel, eu sofria imaginando como ele estaria, de que ia gostar. Paulo Gustavo eu sei, o que ele gostava, o que não gostava, como dancava, cantava, nós presenciamos a intensidade do seu amor. E agora estou (estamos), porque dessa vez vejo meu esposo pior, arrasado, derrotado ( e issso) acaba mais comigo, fico rogando a Deus com o que me resta de fé( que não sei se tenho), porque não entendo, não aceito que ELE tenha permitido que nós passássemos por isso de novo, mais ainda peço a ELE que não nos deixe desistir,cair. Nós cuidavámos tanto do nosso filhinho, protegíamos ele de tudo e de todos, acho que pela experiência negativa que tivemos e o medo de perdé-lo também. Estavámos conseguindo, esse ano tínhamos prometido a ele dar-lhe um (a) irmãozinho (a), ele queria uma irmãzinha, porque meu irmão teve uma menininha e ele gostava muito da priminha. Estavámos com tantos planos, esse ano ia ser um dos melhores das nossas vidas e aí de repente a inresponsabilidade de um camioneiro acaba com tudo, com nossa vida. Tem horas que parece que não vamos aguentar, mais a gente quer justiça e digo ao meu esposo, precisamos viver pra lutar por justiça. Dias acordo com esse pensamento, outros acordo acabada, sem forças pra seguir (ontem, por exemplo, a dia estava frio, chuvoso e parece que tudo piora,passei o dia mal, dormi mal e estou mal até agora), lembro-me da alegria do meu filhinho, adorava Patati-Patatá,cantava todas as suas músicas, era um menino tão alegre, tão feliz, gostava de viver e aproveitou tudo na maior intensidade, sofro tanto, não consigo compreender o porquê disso tudo, desse sofrimento, acho que não merecíamos,sei que é um pensamento egoísta, mais penso assim, estou tão revoltada, com tanta magoa,raiva, me sinto impotente, não conseguir ajudar meu filho, essa incapacidade também acaba comigo, eu queria tanto ter ajudado, não conseguir! Daria minha vida por ele, mas a gente não tem esse poder de escolha e nem pode fazer o tempo voltar, procurar outro caminho e nunca ter passado naquela estrada, ter ficado na frente daquele caminhão, é terrível, me vejo dentro do inferno, como foi no momento do acidente, os dias passam mais nada muda. Li uma mãe(Luciana,mãe de Altemar Júnior) falando que depois de um mês, dois, parece que as outras pessoas nem lembram mais,e se sentia só na sua dor, também acho isso, mais para nós pais, nada muda o tempo para e só fica a dor, que não diminui em nenhum momento se quer. Por isso quero falar com vocês, que passaram por experiências parecidas, queria ouvir-las e pedir que me ajudem a ter forças, eu sei que preciso seguir pelo meu filho, que morreu de forma tão violenta e não merecia isso, aquele homem não tinha esse direito de destruir nossas vidas, nossos sonhos, e ele tem que pagar por isso, se desistir, ele vai continuar fazendo isso com outras famílias. Agora, imaginem nossa aflição, tentando suportar essa dor horrível, que sabemos que nunca vai nos deixar e ter que correr atrás de advogados, testemunhas (que é o pior), as pessoas tem medo de falar, não querem se envolver com justiça, é um tormento, isso nos mata aos poucos. Estamos numa luta pra sobreviver e esperamos contar com o apoio de vocês.
    Um abraço
    Paula e Erinaldo


    terça-feira, 23 de abril de 2013

    UMA MANIFESTAÇÃO DE DEUS EM ALTAMIRA NO TORNEIO DO PACU DE SERINGA

    Oi amigos do blog, vim hoje para contar um acontecimento incrível que aconteceu no torneio de pesca que fizemos em Altamira, e é por coisas assim que acredito cada vez mais em Deus. Enquanto estávamos pescando na correnteza e em um lugar bem fundo, o piloto deixou cair na água a vara com o molinete completo que ganhei de presente do meu pai em certo momento em que me prestava um favor colocando isca em outra vara de pescar para mim, fiquei triste porque tinha ganhado do meu pai, mas fiquei mais triste pensando na tristeza de meu pai e na tristeza do piloto e constrangimento em ter acontecido isto com ele, era um equipamento bem caro, mas naquele momento era apenas um bem material, então parei por um momento, rezei um pai nosso e pedi para o piloto colocar isca em outra vara e joguei na água, e depois de todos terem tentado em vão recuperar a vara que estava no fundo do rio, já tínhamos desistido, mas orei para Deus tirar qualquer sentimento de tristeza do meu coração e resolvi esquecer aquilo, e logo depois de orar em silêncio, por incrível que pareça, o anzol da minha vara pegou uma linha e quando começamos a puxar a linha, saiu a vara e o molinete completo da água e neste mesmo momento minha irmã pegou o maior peixe de nossa pescaria naquele dia e só depois deste acontecido, quando joguei a vara que estava no fundo do rio, é que comecei a pegar os peixes, até então não tinha pego nenhum peixe ainda. Para mim isto foi um milagre, quem pesca sabe que é impossível recuperar uma vara no fundo do rio e em grande correnteza, ainda mais com um pequeno anzol. A bandeira de nosso anjo estava no nosso barco e ele estava nos protegendo o tempo todo, nossa equipe se chamava Anjo Gabriel.




    quarta-feira, 10 de abril de 2013

    INDO PARA BELÉM DO PARÁ E ALTAMIRA

    Oi amigos, estarei viajando amanhã para Belém rever meus amigos e irmãos, e também para participar pela segunda vez de um torneio do pacu de seringa em Altamira com minha amiga Célia e irmã Rose. Minha saúde não está muito legal, mas já estive pior, acho que tive dengue, fiz exame e ainda estou esperando o resultado, mas continuo com tosse. Um grande abraço a todos

    quinta-feira, 4 de abril de 2013

    COMO PASSEI OS 04 ANOS DA PARTIDA DE MEU ANJO E VIAGEM PARA O RIO DE JANEIRO




    No dia 27 de março eu resolvi fazer um terço em casa com nosso grupo de oração em família Unidos pela Fé, o terço foi sobre as sete dores de Nossa Senhora e cantei várias músicas entre cada uma das dores, foi realmente muito bonito, arrumei com todo carinho seu cantinho no altar com suas fotos, brinquedos, enfim, ficou muito lindo, mas no outro dia fui conhecer o Rio de Janeiro com minha prima Vânia e o namorado dela, não quis passar a Páscoa aqui, era um momento em que curtíamos muito juntos, então é melhor não pensar, conheci o Rio e achei uma linda cidade, maravilhosa mesmo, conhecer o Cristo Redentor, o Pão de açúcar e as prais foi muito bacana, vale muito a pena quem não conheçe o Rio, conhecer e agora dia 11 de Abril estarei viajando para Belém e Altamira participar de um torneio de pesca com minha irmã e uma amiga, amo viajar e voltarei a viajar muito, esta é minha terapia. Desejo que a Páscoa de vocês tenha sido renovadora de forças e coragem para quem precisa, Páscoa significa renovação, vida nova, então amigas pela dor da perda de um filho, não se entreguem não, se levantem e vivam a vida de vocês da melhor maneira possível por seus filhos, não se entreguem a depressão e tristeza, confiem em Deus sempre, sempre.

    quarta-feira, 27 de março de 2013

    HOMENAGEM DO AMIGO ADRISON PELOS 04 ANOS DA PARTIDA DE MEU ANJO

    Amigos para sempre


    Amigos eternamente

    Amigos não se vão

    Amigos como voce não dar pra esquecer

    Amigos como voce são anjos na terra

    ... Amigos feito voce são bençoes de Deus



    Gabriel voce ta fazendo hoje 4 anos de saudades! 4 anos de pura dor de perda! 4 anos de pura dor e saudade...



    Sabe de uma coisa todos nós um dia tambem vamos para os braços do senhor

    os que realmente quizerem seguir o caminho de Deus..



    Sabe meu amigo ontem chorei muito com grandes amigas que tambem gostavam muito de voce..



    Choramos de saudades e dor...



    Choramos pois voce estaria se preparando para fazer o vestibular!





    Mais quem sabe né? Todo dia voce é lembrando por alguem, seja por mim ou por outro amigo...



    Sabe que este dia ta sendo tão triste mais tão triste! que eu não to conseguindo nem digitar...



    Eu te peço desculpa por qualquer coisa.... Mais apartir de hoje tudo muda...



    Muda pra melhor... muda pra sempre....





    Ninguem vai esquecer o garoto maravilhoso que voce foi, ninguem vai esquecei da sua amizade... dos seus conselhos....



    Voce é demais meu amigo

    voce sempre vai ser e ninguem tira esse lugar de voce...





    Em 27/03/2009 foi um dia muito triste pra todos! seus familiares e amigos

    todo mundo desesperado por que voce não melhorava, não ficava bom!



    Podemos ter perdido um amigo, mais hoje temos um anjo muito poderoso...





    Te agradeço por tudo meu amigo

    por cada palavra

    por cada conselho

    por cada conversa!



    De voce só tenho lembranças ótimas

    só na base do sorriso



    Não tenho magoas nada!



    Voce sempre foi um excelente amigo



    Então Amigos pela fé e concerteza amigos para sempre


    04 ANOS SEM VOCÊ, MEU AMOR, MINHA ALEGRIA, MEU TESOURO, MEU ANJO

    Já se passaram 04 anos do dia mais terrível da minha vida, o dia que perdi você, queria ter tido mais tempo para te dizer o quanto te amava, o quanto você era maravilhoso e quanto eu me orgulhava de você, queria ter tido mais tempo para te encher de beijos e abraços, de brincarmos mais juntos, fazermos nossas lições de casa, curtirmos mais os cachorros que você  tanto amava, queria ter tido mais tempo para ver você namorando, dando o primeiro beijo, sofrendo por amor. Poxa meu amor, tivemos apenas 12 anos juntos, foi tão pouco, eu tinha tantos sonhos e planos para você, e o tempo de 04 anos para mim pareçe que foi ontem, meus dias não tem mais luz, a tela de minha vida não tem mais cores, mas a mamãe está tentando não sofrer tanto para você ficar orgulhoso da minha luta para sobreviver sem você. Hoje eu fiz uma homenagem tão bonita para você em casa, arrumei todos os cartazes que você ganhou de presente nestes 04 anos, alguns brinquedinhos seus e coloquei no nosso altar para o terço que estamos fazendo em família que se chama Grupo de oração em família Unidos pela Fé, fiz em casa hoje e cantei muitas músicas em sua homenagem.   Você meu amor foi a maior alegria que tive em toda minha vida, seu nascimento foi tão festejado e esperado, mas Deus tinha planos para você, planos que uma mãe não consegue aceitar tão fácil, precisa ter muita fé para aceitar o inaceitável que é a perda de um filho amado. Meu amor, eu daria tudo que tenho em minha vida por um segundo com você, só para sentir o seu beijo novamente em minha face. Sinto sua falta filho, mas vou tentando encontrar um rumo poraqui, e um dia filho, vou te abraçar na eternidade e nunca mas iremos nos separar, nunca mais......

    MENSAGEM DE UMA GRANDE AMIGA PELOS 04 ANOS DA PARTIDA DE MEU ANJO

    "Gabriel, em todos os anos de minha existência vou lembrar de 27/03/2009...o dia em você fez sua viagem. Confesso que ainda lembro com muita tristeza e sempre enfatizando que este foi o dia mais triste de minha vida...


    Mas, estive refletindo as minhas palavras e meus sentimentos, e , se eu acredito que a morte é um ponto e vírgula, e não um ponto final, então, não devo sentir as coisas assim. Você morreu dormindo, sem mutilações, não gritou de dor...você foi amado até o último minuto de vida e continua recebendo muito amor no plano espiritual. Você foi feliz. Acho que chegou a hora de sentir mais amor e menos dor. Muitas coisas boas vivi ao seu lado e ao lado de sua família...muitos churrascos, muitas pescarias, muitas horas rindo e jogando baralho, vendo filmes, cantando no videokê, tomando banho de piscina, no videogame, em Mosqueiro, em Salinas, cantando uma música alta no carro ou encarnando em alguém...

    Sinto por não ter ido na sua festa de 15 anos, por não ter conhecido sua primeira namorada, por não ter jogado ovo na sua cabeça quando você passasse no vestibular, por não presenciar você aprendendo a dirigir, sinto por não ver você pronto para o primeiro emprego, indo pra faculdade...

    E quando vejo minha filha fazendo essas coisas, eu penso em como seria se você estivesse entre nós...ai sim, imagino o tamanho da saudade da sua mãe.

    Neste dia, depois de 4 anos, queria dizer que eu ainda lembro, com detalhes, do último carnaval que passamos juntos (eu, você, sua mãe e Maurício)...ainda sinto vontade de chorar quando eu conto a sua história para alguém, mas me sinto feliz quando vejo uma foto como essa.

    Por tudo que vivemos: Valeu Biel!

    Agente se encontra.

    Cara de Pizza."

    sexta-feira, 22 de março de 2013

    EM JERUSALÉM ENTREGANDO MEU FILHO A JESUS

    Este momento foi um dos mais emocionantes da minha vida, estava colocando a foto de meu filho no mesmo lugar onde o corpo de Jesus foi colocado por sua mãe para ser arrumado antes de seu sepultamento em  Jerusalém, desabei em choro, para mim não. era a foto de meu filho, era ele que eu estava entregando a Jesus naquele momento e nestes 04 anos de sua partida só quero deixar registrado aqui que em nenhum dia desde que ele partiu eu deixei de amá-lo e sentir saudades, mas nunca deixei de amar cada vez mais e mais a Jesus por ter me dado meu filho de presente nestes 12 anos que estive com ele.



    .

    UM SINAL DE DEUS EM MINHA VIDA

    Esta foto é interessante, no momento em que eu estava fazendo coração para meu anjo nos Lençóis Maranhenses , apareceu esta mancha nas minhas costas, exatamente onde eu descobri 02 dias depois que eu tinha um câncer, neste mesmo local. Não acredito em coincidência, para mim foi providência divina. Estes são os sinas de Deus em nossa vida.

    terça-feira, 12 de março de 2013

    O que “dizer” ou “não dizer” para os pais que perderam filhos

    Reportagem excelente tirada do site http://www.vidaurgente.org.br/site/, tenho certeza que pode ajudar milhares de pessoas que passam por aqui procurando um pouco de conforto.

    São poucas as situações que causam tanto desconforto quanto a morte. Ainda que se saiba que ela é inevitável e faz parte do curso natural da vida, ao acontecer na sua casa ou no seu grupo de amigos, não há quem fique indiferente.


    Quando a morte inverte o curso da vida, e um filho morre antes dos seus pais, é muito comum que as pessoas não saibam o que dizer, como lidar com a situação e muitas vezes confundem-se entre seus próprios sentimentos e temores, sem saber como agir para ajudar as pessoas que sofrem.

    No acompanhamento ao Grupo de Apoio para pais que perderam filhos da Fundação Thiago Gonzaga, escutamos muitos relatos de pais e mães sobre o que os ajuda na hora em que seus filhos se vão. São inúmeras as questões que surgem diante desta situação.

    01 - O que dizer para os pais que perderam seu filho?

    02 - Quando falar?

    03 - Quem deve falar?

    04 - O que fazer com o quarto e com os pertences do filho?

    05 - É possível consolar? De que forma?

    06 - Dá para falar do filho?

    07 - Se não falar no nome dele é mais fácil esquecer?

    08 - Quanto tempo leva para que as coisas voltem ao “normal”?

    09 - O que fazer nas datas comemorativas?

    10 - Como ajudar, então?

    11 - Onde procurar ajuda?

    12 - O que não falar?

    É claro que as respostas não são unânimes e nem adequadas para todos os casos. Porém o trabalho com estes pais nos indica o que é possível se fazer diante da dor da perda onde, muitas vezes, o silêncio ajuda mais que muitas palavras.

    Os primeiros momentos da perda, para muitos pais são sentidos como se estivessem num sonho ruim e daqui a pouco irão acordar. As pessoas que os conhecem, principalmente, os familiares, que também estão sentindo muito, buscam alternativas de consolo, que possam dar conta dos mais variados sentimentos. E é natural que se tente fazer algo, então se oferece medicamentos, livros espíritas, orações e muitas, muitas frases de consolo: “Deus quis assim”, “era a hora dele”, “a vida continua”, “ele era um jovem especial” “ele era iluminado”, e outras nem tanto, “cada um recebe a carga que pode carregar”, “eu sei o que tu estas passando perdi minha avó”, “eu no teu lugar também morreria”, etc.

    Frases como estas num primeiro momento causam estranheza, pois não se consegue pensar ainda na situação como algo real, e depois causam sensações de indignação.

    Primeiro por que qualquer mãe ou pai trocaria um filho iluminado, por um filho vivo. Quando a frase invoca Deus, até os que têm mais fé se perguntam “cadê Deus que não cuidou do meu filho”, “que Deus é esse que permite que os filhos se vão antes dos pais”. Que a vida continua todos sabem, e na mais dolorosa das dores, pensar nisso aumenta ainda mais o vazio de continuar sem a presença da pessoa amada. Comparar a perda de um filho, com qualquer outra é injusta, pois como foi falado no inicio do texto, é contra a ordem natural. Os filhos são a continuidade dos pais, que agora se encontram impossibilitados de se projetarem neles, e sem a chance de recuperá-los. Em hipótese alguma queremos dizer que qualquer outra perda seja fácil ou não tenha valor. Apenas que dor não deve ser comparada, nem medida.



    01 - O que dizer para os pais que perderam um filho?

    Força. Conta comigo. Estou a tua disposição. Tu não esta sozinho. Em que posso ajudar. Dar um abraço carinhoso e silencioso.



    02 - Quando falar?

    Sempre que houver oportunidade.



    03 - Quem deve falar?

    Todas as pessoas que estiverem solidárias naquele momento, mas principalmente os amigos e familiares.



    04 - O que fazer com o quarto e com os pertences do filho?

    Num primeiro momento nada. Deixar a família decidir no tempo em que eles acharem adequado. Muitas vezes os amigos querem ficar com alguma lembrança, e na maioria delas os pais não se importam em dar. Desde que se tenha intimidade suficiente com os amigos para isso. Outras vezes são os irmãos que pegam as roupas para usar isto é notado, por muitos pais, como uma homenagem, uma forma de demonstrar carinho e permite que se fale sobre a pessoa que se foi de forma natural e real.



    05 - É possível consolar? De que forma?

    Uma família que perde um jovem é muito assediada, num primeiro momento, são os amigos, familiares, vizinhos, colegas, etc. A medida em que o tempo vai passando e as pessoas vão retomando sua rotina, “pois a vida continua” para todos, é que para os pais e familiares mais diretos, a realidade começa a se impor. As pessoas já não querem mais falar sobre o que aconteceu, como se não falando ajudasse a esquecer ou a não doer.

    Ao contrário de outras perdas, o tempo, no caso dos pais, no começo não é um bom aliado, e quanto mais os dias vão passando, mais aguda fica a dor da realidade. O tempo cronológico de perda não é o mesmo da assimilação. Dói ver a rotina sem o filho. A vida não é mais a mesma, ela não continua, ela recomeçou sem aquela pessoa, e com uma história interrompida. Nada é igual a família modifica, falta um prato na mesa, tem alguém que não entra mais pela porta dizendo “família cheguei”, ou “mãe, pai sou eu”, ou ainda “o que tem para comer”. Não se escuta mais o mesmo barulho na casa, a chave abrindo a porta de madrugada, nem o mesmo entra sai de amigos, não há mais musica alta, nem folia, computador e telefone ocupados o tempo todo, festa todo o final de semana ou porta de quarto fechada cheirando a segredo.

    É esta a realidade que machuca. É essa realidade que só se instala na casa e na vida de quem perdeu. Para os pais dói ir ao supermercado e não comprar aquilo que estavam acostumados a fazer automaticamente, as coisas preferidas do filho. Dói colocar na mesa a comida que ele amava comer, fazer o caminho do colégio, chegar à hora do almoço. Anoitecer. Sim são estes os detalhes mais delicados de se lidar, e que passam despercebidos por quem não compartilha a rotina. Consolar talvez não seja o mais adequado, sugiro agüentar a dor do amigo, deixá-lo falar, respeitar seu silêncio, seu tempo. Não há consolo para esta situação. È necessário disponibilidade para estar perto sem ser invasivo, sem exigir uma reação imediata.



    06 - Dá para falar do filho?

    Sempre que as pessoas da família se mostrarem dispostas a isso. Pois nem todos têm facilidade para tocar no assunto a qualquer momento. Outros gostam de falar no filho como se ele estivesse presente, e está, no seu coração. Outros não gostam ou naquele momento não querem falar. É preciso sensibilidade e sutileza diante desta situação.



    07 - Se não falar no nome dele é mais fácil esquecer?

    Os pais não esquecem. Talvez seja complicado para as pessoas que estão de fora tocar no assunto. Por isso deve se respeitar o momento de cada um. E até mesmo perguntar se quer falar no assunto ou não, o que não pode é fazer que nada aconteceu, como se a pessoa não tivesse existido ou que esta tudo bem.



    08 - Quanto tempo leva para que as coisas voltem ao “normal”?

    A normalidade almejada ou esperada e que se tinha antes, não existe mais. Um pai esquecer seu filho, é improvável. O que acontece é um aprender lento a viver sem a presença do filho. É um aprender a lidar com a saudade, com os dias sem ele, com a datas comemorativas, num tempo que é singular. É necessário que se respeite a nova configuração familiar, o tempo de cada um, e as modificações que vão ocorrendo nas pessoas.



    09 - O que fazer nas datas comemorativas?

    Os pais que perdem um filho perdem também a motivação e a empolgação para comemorar qualquer data. O seu conceito sobre comemorações, felicitações, bem como o seu ânimo para festas fica alterado. O conceito de felicidade modifica. Passa-se a reconhecer os momentos felizes, e estes são muito diferentes do que já foi um dia. Não é mais a mesma coisa comemorar um ano novo, dia das mães, dos pais, aniversário, natal, etc. É claro que se comemora, que se sente alegria, mas falta um pedaço, nada mais é completo e por mais que se tente, falta uma pessoa importante, amada e que não é esquecida.

    O convite dos amigos e familiares é sempre bem vindo, desde que não seja uma imposição, que não se exija felicidade plena, alegria transbordante ou o mesmo comportamento de antes. Desde que não se negue que o amigo convidado perdeu um filho e se possa lidar com isso de forma natural.



    10 - Como ajudar, então?

    Colocando-se a disposição. Dando o tempo necessário para que as pessoas retomem suas vidas. Ligando às vezes para saber como estão, se precisam de alguma coisa, se querem conversar, receber visita ou visitar. Respeitando seus altos e baixos. Não exigindo que reajam como se o que aconteceu fosse um evento banal “já passaram três meses, a vida continua, tem que reagir”. A memória é atemporal. Quando a lembrança volta, não importa o tempo que passou, parece que foi hoje. Falando quando se permitir falar e ouvindo sempre que for necessário. Não passando a mão pela cabeça como se o sofrimento fosse a única coisa que lhes resta. Mas apontando saídas, não duvidando da dor, mas dizendo que é sim possível se reconstruir a vida, diferente daquela que existiu, mas nem por isso pior. Exercendo a capacidade de acolhimento e não de pena. Tratando as pessoas não como doentes, elas não estão doentes, estão aprendendo a viver sem o filho. Colocando-se no lugar dessas pessoas, por mais difícil e assustador que possa parecer, e se perguntado o que me ajudaria nesta situação?!

    Cada pessoa reage diante de uma situação traumatizante, de acordo com a sua estrutura psíquica. Contar com uma rede de apoio saudável é muito importante. Ter espaço para expor seus sentimentos é fundamental para que se estabeleçam as mudanças que são inerentes à perda. Mudança de valores, de hábitos, de conceitos, de interesses, etc.



    segunda-feira, 11 de março de 2013

    PORQUE EU?



    Por 03 vezes em minha vida me perguntei porque eu? Quando tive câncer de mama pela primeira vez em 2001 , quando estava no auge de minha carreira profissional e meu filho tinha 05 anos, que precisei fazer mastectomia radical a direita e retirar os ovários sem ter a chance de ter outros filhos, sentei no banheiro e chorei e me perguntei pela primeira vez: Por que eu? Logo depois pedi perdão a Deus e reconheci que eu não era melhor do que ninguém e por mais 07 anos nunca mais me fiz esta pergunta. Até que em 2009 perdi a grande razão de minha vida, a minha maior alegria, meu único filho, que era meu melhor amigo, meu companheiro, e mais uma vez me perguntei , porque eu? Eu achava que Deus tinha sido bom comigo quando levou minha melhor amiga que foi minha mãe quando eu estava com dois meses de grávida, mas Ele tinha deixado meu filho para poder me ajudar a passar por esta grande dor da perda de minha mãe, e agora, Porque eu tinha que estar passando por isto novamente? Como seria minha vida de agora em diante sem meu filho? Meus Deus quanto sofrimento, me perguntei várias vezes porque eu, mas depois fui percebendo que milhares de mães perderam seus filhos e sofrem como eu, e mais uma vez fui a luta para superar a dor da perda de meu único filho, e a terceira vez que me perguntei porque eu foi em 2011, quando o câncer voltou nos ossos, e como sofri com todo o tratamento que tive que fazer, como a radioterapia queimou todo meu esôfago, fiquei 40 dias internada entre a vida e a morte em um hospital e mais uma vez achei que Deus tinha me abandonado, esquecido de mim, e mais uma vez eu superei este sofrimento, e hoje em 2013 não me pergunto mais porque eu, simplesmente aceito tudo o que Deus preparar para mim, aprendi que não somos melhores do que ninguém, que o sofrimento faz parte de milhões de pessoas, e não se trata apenas de mim, mas sim de quase todas as pessoas da população do mundo, devemos apenas  crescer espiritualmente com o sofrimento e passar por ele com dignidade e fé.

    quinta-feira, 7 de março de 2013

    PARABÉNS A ADMINISTRAÇÃO DA EXPOSIÇÃO DE PARANAVAÍ 2013

    Eu sou uma pessoa crítica, e estranhei muito ao chegar em Paranavaí depois de 30 anos morando fora que a lei da meia entrada não é respeitada aqui em muitos lugares, e resolvi escrever sobre isto, e entrei em um blog muito respeitado aqui que é do Joaquim de Paula e denunciei, ele deu destaque a minha solicitação e este assunto teve um final feliz, realmente os direitos foram respeitados na exposição de Paranavaí e isto me deixou muito orgulhosa quando eu estava na fila e vi tantos professores , doadores de sangue, deficientes, estudantes e idosos pagando a meia entrada, me senti vitoriosa e acho que estamos nesta vida para isto, reclamar quando precisa, lutar pelos nossos direitos e também elogiar quando preciso, por isto vou deixar aqui o comentário que fiz no blog do Joaquim de Paula hoje.
    COMENTÁRIO NO BLOG DO JOAQUIM DE PAULA
    Sou uma pessoa crítica e que luto muito pelos meus direitos, da mesma maneira que critiquei que Paranavaí não respeitava a lei da meia entrada, hoje venho elogiar. Acho importante elogiarmos quando nossos direitos são respeitados, por isto hoje parabenizo a administração da exposição de Paranavaí 2013 pela bela organização, começando desde o estacionamento, shows muito bons, comentaristas maravilhosos no rodeio, muita segurança, enfim, estão realmente de parabéns, e o melhor, respeitando totalmente a lei da meia entrada para professores, idosos, doares de sangue, estudantes e deficientes, ainda melhor, os deficientes não estão pagando e isto é o correto. Só deixo como sugestão que não acho justo um estacionamento tão caro, e as coisas que vendem lá dentro como uma água a R$4,00 é muito caro, então acho que deveriam abaixar o preço do estacionamento no próximo ano e as coisas vendidas lá dentro um pouco mais em conta porque o pai de família que tem muitos filhos não tem condição de levar seus filhos em uma festa tão bonita como esta. Quero agradecer aqui ao blog do Joaquim de Paula que me deu abertura dando um belo destaque para a lei da meia entrada em Paranavaí em seu blog , e percebo que ele também tem um grande respeito por todas as pessoas que participam de seu blog, parabéns Joaquim de Paula, é importante neste mundo terem pessoas corretas como você. Estou orgulhosa de minha cidade depois de 30 anos fora, amo Paranavaí e acho melhor do que apenas criticar, lutarmos para melhorar, e para lutar devemos no unir e brigar por nossos direitos como aconteceu agora com a lei da meia entrada, vou continuar lutando por muitos direitos que ainda acho que a maioria da população não sabe, e lutar é não ter medo de se expor, é escrever, denunciar, correr atrás, ainda vou entrar muito neste blog, me aguardem.


    Ivonete Ferrari

    domingo, 3 de março de 2013

    LEMBRANDO DO MEU FILHO NESTA PÁSCOA

    Estive no Paraguai no último sábado e por um momento me sentei em uma escada esperando o resto dos meus primos que estavam fazendo compras, e vi um menino muito feliz recebendo um ovo de páscoa de sua mãe e ele deu um grande abraço nela, não contive minhas lágrimas. Queria tanto poder estar comprando ovos de páscoa para meu filho querido.  Me lembro que desde bebê , todos os anos eu comprava ovos de Páscoa para meu filho querido  e adorava esconder para  ele sair  procurando pela casa, foi assim durante os 12 anos de sua vida, quando era bebê eu fazia questão de preparar cestas com muitos chocolates e ovos, mesmo  já grandinho, eu sempre escondia e achava muito divertido ele sair correndo pela casa ou o jardim de casa para encontrar os chocolates que ele amava comer. E agora, meu amor, você não está aqui para procurar seus ovos de Páscoa, a casa não estará mais alegre, não terá distribuição de ovos de Páscoa entre nós, a casa é triste sem você, meus dias são tristes, sem luz, sem sorrisos, sem o seu carinho. Sei que na Pascóa nós  comemoramos uma data muito especial, Jesus depois de sofrer tanto, finalmente ressuscitou , e o que será que aconteceu com você, onde você está?  Minha  Páscoa nunca mais será a mesma, minha vida nunca mais será igual, eu te amo meu amor, Feliz Páscoa para você onde você estiver

    terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

    03 ANOS E 11 MESES DE SUA PARTIDA

    Hoje, 27 de Fevereiro, faz 03 anos e 11 meses que meu anjo partiu para os braços de seu verdadeiro Pai, mas como é difícil ficar sem você meu amor, como sinto falta do seu sorriso, das brincadeiras, dos beijos e abraços, e de nunca mais ser chamada de mamãe, mas agradeço a Deus por ter me dado o maior tesouro que pude ter em minha vida durante 12 anos, que foi você, obrigada pelo filho maravilhoso que você foi e um dia em algum lugar nós iremos nos reencontrar e nunca mais nos separarmos, nunca mais. Te amo meu anjo, você está comigo em cada minuto de minha vida, te amo cada dia mais. Ainda não me acostumei a viver sem você, é um aprendizado longo e difícil, mas estou tentando meu amor, fundamos agora o nosso grupo de oração Unidos pela Fé, onde umas 20 a 25 pessoas de nossa família se reune todas as semanas para orar, o que está me dando uma grande força para continuar caminhando sem você ao meu lado. Mas meu amor, ainda não consigo deixar de chorar, ainda não deixei de sofrer por você, mas a mamãe está realmente tentando tá. Um grande beijo, um não, milhares de beijos em sua buchecha linda. 

    quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

    COMO ESTOU HOJE DEPOIS DAS QUIMIOTERAPIAS

    Esta sou eu, depois das quimios, olhem como meu cabelo já está crescendo, ainda acho que mesmo depois de tanto sofrimento que passei com a perda de meu filho e minha doença, ainda vale a pena viver cada minuto como se fosse o último, acho que vale a pena viver para amar nossa família e amigos, para deixarmos na terra coisas boas que podemos fazer pelo próximo, viver vale muito a pena, porque a tempestade um dia passa e o sol poderá voltar a brilhar e quem sabe em minha vida este sol está começando a mostrar os seus raios, porque em Jesus e em meus amigos e família encontro forças para viver. Devemos amar mais, abraçar mais e dizer o quanto as pessoas são importantes para nós em vida e lembrar que a felicidade está nas pequenas coisas do dia a dia. Cada vez que faço exames e que pego os resultados, comemoro, porque sei que tenho mais algum tempo, não sei quanto tempo será, mas quero aproveitar cada minuto, tentando amar mais as pessoas, tentando ser uma pessoa melhor a cada dia, a curtir mais a natureza, os animais, as pessoas, a vida. Viver vale a pena mesmo.

    domingo, 27 de janeiro de 2013

    CHORO POR TODOS OS PAIS QUE PERDERAM SEUS FILHOS NA TRAGÉDIA EM SANTA MARIA/RS

    Estou muito triste, sei que hoje não só os jovens morreram nesta tragédia, mas morre um pouco a alma de todas as famílias que perderam seus filhos em Santa Maria, são muitos sonhos desfeitos, muitos jovens que tinham um lindo futuro pela frente, e como aceitar este acontecimento? Como aceitar a morte de tantos jovens que tinham planos para uma vida futura, como aceitar a dor de tantos pais que não verão seus filhos se formarem? Eu sei que é uma dor insuportável, é uma espada que entra em nosso coração nos ferindo todos os dias, são lágrimas que teimam em não parar de rolar de nossos olhos, Meu Deus nos ensine a aceitar a perda de quem mais amamos em nossa vida que são nossos filhos. Eu sinto muito por cada filho de vocês paizinhos que partiram hoje, eu acabei de postar os estágios do luto que li em um livro estes dias, mas na verdade só quem passa por eles é que pode avaliar todas estas fases, eu espero paizinhos que vocês tenham muita força para lutar pela vida novamente, tenham força e coragem para continuar dando amor as pessoas que ficaram na terra que amam muito vocês e se preocupam com vocês, não se revoltem contra Deus, peçam a todo momento para Ele lhes darem perseverança, coragem, fé e força para superar esta dor tão grande. Hoje, os filhos de vocês estão perto, abram o coração e poderão senti-los, mas de outra forma, o amor que sentimos por eles é muito maior do que a morte, e um dia iremos nos encontrar, não percam a esperança deste reencontro, vamos ser fortes por eles, eles não querem que a vida de vocês acabe, eles querem que vocês vivam, vivam por eles. Um grande abraço a todos do blog e em especial aos pais e parentes que perderam seus filhos na tragédia de Santa Maria.   

    quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

    ÚLTIMO ESTÁGIO DO LUTO: LUTAMOS PARA CONFIRMAR A REALIDADE


    Tirado do livro Perdas e Luto de Granger E. Westberg: Finalmente começamos a confirmar a realidade. Quando passamos por qualquer experiência de sofrimento significativa, saímos disso como pessoas diferentes. Dependendo  da maneira como reagimos a esse acontecimento, tanto podemos nos tornar pessoas mais fortes do que antes como mais frágeis , com  o espírito mais vigoroso ou mais adoentado. As pessoas cuja fé religiosa se mostra amadurecida e saudável saem dessa experiência de uma forma que as torna mais capazes de ajudar outras pessoas que enfrentam tragédias semelhantes. Existem muitas pessoas que desenvolvem uma fé mais profunda em Deus como resultado de suas experiências de dor. Aquelas que apresentam uma fé imatura ou infantil tendem a encarar a perda de várias maneiras doentias. Algumas nunca trabalham realmente o luto, e meses, ou mesmo anos mais tarde, ainda estão travando batalhas consigo mesmas. Pessoas  espiritualmente mais maduras parecem ser capazes de lutar com mais eficácia, porque são auxiliadas pela convicção de que Deus está com elas. Elas não se sentem  como se tivessem que encarar o presente e o futuro sozinhas. É importante a tarefa de nutrir a fé, porque tais pessoas demonstram grandeza ao se encontrar sob provação. As pessoas de fé compreendem que a vida jamais voltará a ser a mesma, mas começam a perceber que há muita vida a ser confirmada. E confirmar algo equivale a dizer que isso é bom.  No momento de uma grande perda,  pessoas que possuem uma fé madura dão provas de um raro senso interior de força e equilíbrio, que crescem a partir da confiança de que essa relação com Deus nunca lhes pode ser tirada. Tendo essa filosofia como base, conseguem enfrentar qualquer perda terrena, com a compreensão de que ainda assim não perderam tudo. Ainda  têm um Deus em quem confiar. Esse jeito de ver a vida faz uma diferença surpreendente na qualidade da experiência do luto. Quando iniciamos a batalha pela afirmação da realidade, descobrimos que não precisamos temer o mundo real. Podemos viver nele novamente. Podemos até amá-lo novamente. Por um momento, chegamos a pensar que não havia nada na vida que pudesse ser por nós confirmado.  Agora as nuvens negras estão começando a se dissipar e, ocasionalmente, durante breves momentos ,raios de sol passam a atravessá-las . E a esperança, baseada na fé em um Deus  que nossos pais constataram ser autêntico, uma vez mais se torna parte de nossa própria perspectiva a respeito da vida. Apesar de continuarmos  a lutar, nós confirmamos, sim, a realidade.

    NONO ESTÁGIO DO LUTO: GRADUALMENTE NOSSA ESPERANÇA TRIUNFA


    Tirado do livro Perdas e Luto de Granger E. Westberg: De vez em quando, temos um pequeno vislumbre de esperança em uma ou outra experiência. Essa nuvem que esteve tão escura começa a se dissipar, e raios de luz passam através dela. Podemos estar  vivendo uma grande tristeza seja onde for, por algumas semanas ou muitos meses. Nunca sabemos bem ao certo quanto tempo a tristeza vai durar. Devemos nos lembrar de que não há duas pessoas iguais, assim como não há duas situações de luto idênticas. Seria um equívoco  deixar a impressão de que somos menos humanos se não expressarmos nossos sentimentos  abertamente. Algumas pessoas simplesmente não expressam emoções e não precisam disso. Não precisam nem querem alguém se intrometendo  em sua vida, tentando ajudá-las a superar a sua dor. Cedo percebemos, se tentamos impor nossa presença a alguém assim, que é melhor deixar que essa pessoa resolva o problema e nos chame se e quando for necessário. A grande maioria de nós, no entanto, precisa expressar as emoções. Necessitamos do afeto e incentivo de outras pessoas dirigidos a nós. Descobrimos que outras experiências de vida podem se mostrar novamente cheias de significado. Liebman diz: A melodia que a pessoa amada tocou no piano de nossa vida  jamais será executada exatamente da mesma forma, mas não devemos fechar o teclado e permitir que o instrumento acumule poeira. Temos que procurar outros artistas do espírito, novos amigos que aos poucos irão nos ajudar a encontrar o caminho de volta à vida, que vão caminhar nessa estrada conosco.

    ESTÁGIOS DO LUTO- OITAVO ESTÁGIO: RESISTIMOS A NOS RESTABELECER


    Tirado do livro Perdas e Luto de Granger E. Westberg-

    Já falamos sobre sete estágios do luto conforme Granger, agora falaremos sobre o oitavo estágio do luto: Embora possamos estar lidando bem com o nosso processo de luto e queiramos de fato retomar nossas atividades habituais, algo dentro de nós resiste em regressar. Nossa perda foi um tanto excepcional, e sentimos que os outros simplesmente não compreendem a dimensão dela. Eles parecem distantes, falando de outras coisas, e somos deixados de lado com nossa dor. Todos esqueceram a nossa tragédia. Alguém tem que manter viva essa memória. Não devemos permitir que as coisas voltem ao seu normal. A maioria das pessoas não tem tempo para ajudar a trabalhar as perdas umas das outras. Raramente experimentamos a sensação de ter concluído o trabalho de luto. Também achamos que, ao tentar retomar a vida, esse processo se mostra muito doloroso.  Preferimos sofrer  a enfrentar a batalha de lidar com situações novas. Sentimo-nos mais confortáveis em nossa dor do que em um imprevisível mundo novo. Queremos conservar o que nos é familiar. Há outras razões associadas para se resistir ao retorno. Nosso estilo de vida moderno torna muito difícil lamentar qualquer perda na presença de outras pessoas. Somos obrigados a carregar toda a tristeza dentro de nós. E qual é a parte da tarefa dos amigos? A de ajudar a manter viva a memória dos entes queridos, demonstrar preocupação uns para com os outros, particularmente quando alguém sofreu uma grande perda. É uma sensação maravilhosa saber que alguém ainda se lembra dele. A maioria das pessoas  que estão sofrendo tem muita consideração com os outros. Elas não querem atirar seus problemas sobre outras pessoas. A qualidade de nosso interesse pessoal nessas pessoas pode demonstrar que desejamos dividir o fardo com elas.

    domingo, 20 de janeiro de 2013

    SÉTIMO ESTÁGIO DO LUTO: FICAMOS CHEIOS DE RAIVA E RESSENTIMENTO


    Tirado do livro : Perdas e Luto de Granger E. Westberg:

    Gradualmente, vamos conseguindo sair da depressão, e assim podemos nos tornar mais capazes de expressar alguns dos fortes sentimento de ressentimento e raiva que podemos nem sequer ter percebido. Esses  sentimentos são normais  em todos os seres humanos e que mesmo as pessoas mais devotas podem muito bem  experimentar a raiva e o ressentimento,  embora tentemos com muito afinco sublimá-los. Seria muito prejudicial se não pudéssemos admitir para nós mesmos, para Deus e para nossos amigos, que nós, seres humanos, precisamos  confessar nossa raiva e ressentimento,  e pedir forças  para superá-los.  Outra maneira de exprimir isso é dizer que esse ressentimento não é uma emoção  saudável e, se for permitido que, assuma o controle, pode ser muito, muito nocivo. No entanto ele é parte natural do processo de luto. É de se esperar que ele ocorra, é um sentimento contra o qual se deve lutar e que pode, pela graça de Deus, ser superado.  Quando algo precioso nos é tirado, inevitavelmente passamos por uma fase em que nos mostramos muito críticos em relação a tudo e a todos que estiveram relacionados à perda. Não poupamos ninguém em nossa análise sistemática do evento, tentando entender exatamente  por que isso aconteceu,  e de quem seria a culpa.  O ser humano está sempre procurando alguém para culpar. Se perdemos alguém  por motivo de morte, expressamos hostilidade contra qualquer um que tenha cuidado do paciente. Mostramo-nos hostis para com o médico porque ele fez a operação, ou nos mostramos hostis para com ele pelo fato de ele não ter operado. Não importa o que o médico tenha feito, aquilo foi um erro. Enquanto estamos mergulhados nesse estado de espírito, contemplamos a todos com olhos desconfiados.

    SEXTO ESTÁGIO DO LUTO: APRESENTAMOS UM SENTIMENTO DE CULPA EM RELAÇÃO À PERDA


    Tirado do livro: Perdas e Luto de Granger E. Westberg:

    Logo no inicio devemos  fazer a distinção entre culpa normal e culpa neurótica. De um modo geral, a culpa normal é a que sentimos  quando fizemos algo ou deixamos de fazer alguma coisa pela qual deveríamos, pelos padrões  de nossa sociedade,  nos sentir culpados. A culpa neurótica está em nos sentirmos culpados de modo desproporcional ao nosso real envolvimento em um determinado problema.  Quando perdemos alguém que amamos por motivo de morte, seria difícil conceber que qualquer um de nós que tenha vivido próximo a essa pessoa que partiu não se sentisse culpado por certas coisas que tenha deixado de fazer por essa pessoa quando ela estava viva, ou pelo que quer que tenha feito que a deixara ferida. Sabemos que pecamos contra essa pessoa por pensamentos, palavras e atos, e nossa formação religiosa diz que devemos encarar nossos pecados, e nos sentir culpados por eles. É sempre difícil separar completamente um tipo de culpa do outro. Toda pessoa apresenta algum sentimento de culpa neurótico. É importante falar sobre o problema da culpa com alguém que compreenda que essa culpa não é nada além de um sintoma de algo mais profundo, e assim  passaríamos a entender como lidar com esta culpa neurótica, sem ter que ficar tão infeliz. Se esta culpa não for trabalhada , isto pode dificultar o completo progresso no mecanismo de volta  à vida. Culpa não resolvida e emoções mal-entendidas desse tipo podem  nos tornar miseráveis durante anos, ou vir à tona em uma variedade de sintomas físicos de angústia. É importante que encaremos tanto a nossa culpa normal como a neurótica. Não devemos ter medo ou vergonha de falar sobre nossos sentimentos ou nossa culpa com aqueles que foram treinados para nos ajudar.

    domingo, 13 de janeiro de 2013

    QUARTO E QUINTO ESTÁGIO DO LUTO: PODEMOS APRESENTAR SINTOMAS FÍSICOS DE ANGÚSTIA E PODEMOS ENTRAR EM PÂNICO


    Tirado do livro Perdas e Luto de Granger E. Westberg:  Muitas pessoas  ficam doentes devido a uma situação de luto não resolvida, existe uma relação mais forte do que jamais imaginamos entre a doença e a forma como a pessoa lida com uma grande perda. Algumas dessas pessoas que apresentam sintomas  físicos de angústia pararam em um dos estágios que compõem os dez estágios do processo de luto. A menos que alguém possa ajudá-las a lidar com os problemas emocionais envolvidos no estágio em que parecem ter se fixado, elas permanecerão doentes. Nenhuma dose de medicamento mudará significativamente a situação. No quinto estágio encontramo-nos entrando em pânico porque não conseguimos pensar em mais nada além da perda. Simplesmente não conseguimos nos concentrar em nada. Vários pensamentos desagradáveis nos atinge, a incapacidade de se concentrar em tempos de luto  é tão natural  quanto seria de se imaginar. Seria ainda mais estranho se pudéssemos facilmente pôr nossa dor de lado  nos assuntos de rotina. Quando algo se mostrou extremamente importante para nós durante um longo tempo, e então nos foi tirado, não podemos deixar de nos sentir constantemente atraídos para o objeto de nossa perda. E sofremos diariamente ao travar uma luta com a compreensão que gradualmente desponta de que aquilo se foi para sempre.  Quando uma pessoa começa a se preocupar em relação a perder a cabeça, muitas vezes entra em pânico. Torna-se quase paralisada pelo medo. Com frequência, isso é fruto do medo do desconhecido, ou medo de algo que ela não compreende , e que a leva a este estado de pânico. É importante que entendamos alguma coisa acerca do processo do luto antes da crise, de modo que possamos eliminar o pânico que acompanha o medo do desconhecido. É o medo de achar que estamos passando por algo totalmente anormal o que nos lança no mais profundo desespero. Mas não há nada de anormal nisso, ao contrário, é reconfortante saber que mesmo o pânico é normal. Para ajudar a nós mesmos a atravessar esse período em que não conseguimos pensar em nada que não seja a nossa perda, precisamos estar abertos a novas e diferentes relações  humanas. Em um momento com esse, tudo o que queremos é fugir da vida. A última coisa que gostaríamos de fazer é experimentar qualquer novidade. Podemos pensar em uma centena de diferentes razões porque preferimos ficar em casa e permanecer melancólicos a sair e nos sentirmos obrigados a ser gentis com as pessoas e conceber pensamentos novos. Tal atitude é natural, é de se esperar. Não devemos, contudo, mergulhar em nossa melancolia, pois ela só irá prolongar o nosso processo de luto.

    O LUTO E SEUS ESTÁGIOS- O TERCEIRO ESTÁGIO DO LUTO: SENTIMO-NOS DEPRIMIDOS E MUITO SOLITÁRIOS


    Tirado do livro Perdas e Luto de Granger E. Westberg: Eventualmente surge um sentimento de depressão e isolamento absolutos. É como se Deus não estivesse mais no céu, como se Ele não se importasse conosco. É durante esses dias  que temos a certeza de que ninguém jamais sofreu como estamos sofrendo. Quando nos encontramos nas profundezas do desespero, devemos nos lembrar de que isso é de se esperar após qualquer perda significativa , e que tal depressão é normal e faz parte de um benéfico luto saudável. É como acontece com a depressão. Algo parece ocorrer entre a pessoa e seus semelhantes, de modo que ela sente uma solidão imensa, uma terrível sensação de isolamento.  E é como se não conseguisse romper isso. Quando estamos deprimidos , encontramo-nos às voltas com pensamentos que nunca tivemos em outras  circunstâncias.  Dizemos que Deus não se importa conosco. Podemos  até duvidar de que exista um Deus. A depressão não é algo exclusivo apenas para você ou para mim. É uma experiência que parece acontecer a todos quando algo ou alguém que amam , assim como os seus mais caros tesouros , lhe são tirados. E, durante o período  em que estamos deprimidos, é como  se, no fundo , estivéssemos dizendo: Onde está meu Deus? O próprio Jesus enfrentou essa solidão, quando na cruz clamou: Meu Deus, meu Deus, porque me abandonaste? O que nunca devemos esquecer sobre a experiência da depressão é que um dia isso vai passar. Os dias sombrios não duram para sempre. As nuvens estão sempre se movendo, embora muito lentamente.  A pessoa que se encontra em meio a uma depressão  está certa,  naturalmente, de que as nuvens não estão se deslocando. Ela está convencida de que este é um estado no qual ela vai permanecer  para o resto de sua vida. Qualquer tentativa de tentar convencê-la  do contrário é inútil. Todavia , a experiência humana através dos séculos tem sido a de que as nuvens negras da depressão vão se deslocando, elas de fato passam.  Uma das coisas mais úteis que podemos fazer por um amigo num momento como esse é permanecer  ao lado dele em serena convicção e assegurar-lhe de que aquilo  também irá passar. Para algumas pessoas, as nuvens se dissipam aparentemente todas de uma vez.  Algo acontece dentro delas, ou algum evento importante desencadeia um movimento em direção a  próxima fase do luto. Para outros é mais demorado, e as semanas se esticam em meses. Tais pessoas podem ser ajudadas pelo interesse constante e consistente daqueles que realmente se preocupam com elas. Naa próxima postagem falaremos sobre o quarto estágio do luto: Podemos apresentar sintomas físicos de angústia

    O LUTO E SEUS ESTÁGIOS- O TERCEIRO ESTÁGIO DO LUTO: SENTIMO-NOS DEPRIMIDOS E MUITO SOLITÁRIOS


    Tirado do livro Perdas e Luto de Granger E. Westberg: Eventualmente surge um sentimento de depressão e isolamento absolutos. É como se Deus não estivesse mais no céu, como se Ele não se importasse conosco. É durante esses dias  que temos a certeza de que ninguém jamais sofreu como estamos sofrendo. Quando nos encontramos nas profundezas do desespero, devemos nos lembrar de que isso é de se esperar após qualquer perda significativa , e que tal depressão é normal e faz parte de um benéfico luto saudável. É como acontece com a depressão. Algo parece ocorrer entre a pessoa e seus semelhantes, de modo que ela sente uma solidão imensa, uma terrível sensação de isolamento.  E é como se não conseguisse romper isso. Quando estamos deprimidos , encontramo-nos às voltas com pensamentos que nunca tivemos em outras  circunstâncias.  Dizemos que Deus não se importa conosco. Podemos  até duvidar de que exista um Deus. A depressão não é algo exclusivo apenas para você ou para mim. É uma experiência que parece acontecer a todos quando algo ou alguém que amam , assim como os seus mais caros tesouros , lhe são tirados. E, durante o período  em que estamos deprimidos, é como  se, no fundo , estivéssemos dizendo: Onde está meu Deus? O próprio Jesus enfrentou essa solidão, quando na cruz clamou: Meu Deus, meu Deus, porque me abandonaste? O que nunca devemos esquecer sobre a experiência da depressão é que um dia isso vai passar. Os dias sombrios não duram para sempre. As nuvens estão sempre se movendo, embora muito lentamente.  A pessoa que se encontra em meio a uma depressão  está certa,  naturalmente, de que as nuvens não estão se deslocando. Ela está convencida de que este é um estado no qual ela vai permanecer  para o resto de sua vida. Qualquer tentativa de tentar convencê-la  do contrário é inútil. Todavia , a experiência humana através dos séculos tem sido a de que as nuvens negras da depressão vão se deslocando, elas de fato passam.  Uma das coisas mais úteis que podemos fazer por um amigo num momento como esse é permanecer  ao lado dele em serena convicção e assegurar-lhe de que aquilo  também irá passar. Para algumas pessoas, as nuvens se dissipam aparentemente todas de uma vez.  Algo acontece dentro delas, ou algum evento importante desencadeia um movimento em direção a  próxima fase do luto. Para outros é mais demorado, e as semanas se esticam em meses. Tais pessoas podem ser ajudadas pelo interesse constante e consistente daqueles que realmente se preocupam com elas. Naa próxima postagem falaremos sobre o quarto estágio do luto: Podemos apresentar sintomas físicos de angústia