Oi amigos do blog, vim hoje para contar um acontecimento incrível que aconteceu no torneio de pesca que fizemos em Altamira, e é por coisas assim que acredito cada vez mais em Deus. Enquanto estávamos pescando na correnteza e em um lugar bem fundo, o piloto deixou cair na água a vara com o molinete completo que ganhei de presente do meu pai em certo momento em que me prestava um favor colocando isca em outra vara de pescar para mim, fiquei triste porque tinha ganhado do meu pai, mas fiquei mais triste pensando na tristeza de meu pai e na tristeza do piloto e constrangimento em ter acontecido isto com ele, era um equipamento bem caro, mas naquele momento era apenas um bem material, então parei por um momento, rezei um pai nosso e pedi para o piloto colocar isca em outra vara e joguei na água, e depois de todos terem tentado em vão recuperar a vara que estava no fundo do rio, já tínhamos desistido, mas orei para Deus tirar qualquer sentimento de tristeza do meu coração e resolvi esquecer aquilo, e logo depois de orar em silêncio, por incrível que pareça, o anzol da minha vara pegou uma linha e quando começamos a puxar a linha, saiu a vara e o molinete completo da água e neste mesmo momento minha irmã pegou o maior peixe de nossa pescaria naquele dia e só depois deste acontecido, quando joguei a vara que estava no fundo do rio, é que comecei a pegar os peixes, até então não tinha pego nenhum peixe ainda. Para mim isto foi um milagre, quem pesca sabe que é impossível recuperar uma vara no fundo do rio e em grande correnteza, ainda mais com um pequeno anzol. A bandeira de nosso anjo estava no nosso barco e ele estava nos protegendo o tempo todo, nossa equipe se chamava Anjo Gabriel.
TRADUTOR DE IDIOMAS
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terça-feira, 23 de abril de 2013
quarta-feira, 10 de abril de 2013
INDO PARA BELÉM DO PARÁ E ALTAMIRA
Oi amigos, estarei viajando amanhã para Belém rever meus amigos e irmãos, e também para participar pela segunda vez de um torneio do pacu de seringa em Altamira com minha amiga Célia e irmã Rose. Minha saúde não está muito legal, mas já estive pior, acho que tive dengue, fiz exame e ainda estou esperando o resultado, mas continuo com tosse. Um grande abraço a todos
quinta-feira, 4 de abril de 2013
COMO PASSEI OS 04 ANOS DA PARTIDA DE MEU ANJO E VIAGEM PARA O RIO DE JANEIRO
No dia 27 de março eu resolvi fazer um terço em casa com nosso grupo de oração em família Unidos pela Fé, o terço foi sobre as sete dores de Nossa Senhora e cantei várias músicas entre cada uma das dores, foi realmente muito bonito, arrumei com todo carinho seu cantinho no altar com suas fotos, brinquedos, enfim, ficou muito lindo, mas no outro dia fui conhecer o Rio de Janeiro com minha prima Vânia e o namorado dela, não quis passar a Páscoa aqui, era um momento em que curtíamos muito juntos, então é melhor não pensar, conheci o Rio e achei uma linda cidade, maravilhosa mesmo, conhecer o Cristo Redentor, o Pão de açúcar e as prais foi muito bacana, vale muito a pena quem não conheçe o Rio, conhecer e agora dia 11 de Abril estarei viajando para Belém e Altamira participar de um torneio de pesca com minha irmã e uma amiga, amo viajar e voltarei a viajar muito, esta é minha terapia. Desejo que a Páscoa de vocês tenha sido renovadora de forças e coragem para quem precisa, Páscoa significa renovação, vida nova, então amigas pela dor da perda de um filho, não se entreguem não, se levantem e vivam a vida de vocês da melhor maneira possível por seus filhos, não se entreguem a depressão e tristeza, confiem em Deus sempre, sempre.
quarta-feira, 27 de março de 2013
HOMENAGEM DO AMIGO ADRISON PELOS 04 ANOS DA PARTIDA DE MEU ANJO
Amigos para sempre
Amigos eternamente
Amigos não se vão
Amigos como voce não dar pra esquecer
Amigos como voce são anjos na terra
... Amigos feito voce são bençoes de Deus
Gabriel voce ta fazendo hoje 4 anos de saudades! 4 anos de pura dor de perda! 4 anos de pura dor e saudade...
Sabe de uma coisa todos nós um dia tambem vamos para os braços do senhor
os que realmente quizerem seguir o caminho de Deus..
Sabe meu amigo ontem chorei muito com grandes amigas que tambem gostavam muito de voce..
Choramos de saudades e dor...
Choramos pois voce estaria se preparando para fazer o vestibular!
Mais quem sabe né? Todo dia voce é lembrando por alguem, seja por mim ou por outro amigo...
Sabe que este dia ta sendo tão triste mais tão triste! que eu não to conseguindo nem digitar...
Eu te peço desculpa por qualquer coisa.... Mais apartir de hoje tudo muda...
Muda pra melhor... muda pra sempre....
Ninguem vai esquecer o garoto maravilhoso que voce foi, ninguem vai esquecei da sua amizade... dos seus conselhos....
Voce é demais meu amigo
voce sempre vai ser e ninguem tira esse lugar de voce...
Em 27/03/2009 foi um dia muito triste pra todos! seus familiares e amigos
todo mundo desesperado por que voce não melhorava, não ficava bom!
Podemos ter perdido um amigo, mais hoje temos um anjo muito poderoso...
Te agradeço por tudo meu amigo
por cada palavra
por cada conselho
por cada conversa!
De voce só tenho lembranças ótimas
só na base do sorriso
Não tenho magoas nada!
Voce sempre foi um excelente amigo
Então Amigos pela fé e concerteza amigos para sempre
Amigos eternamente
Amigos não se vão
Amigos como voce não dar pra esquecer
Amigos como voce são anjos na terra
... Amigos feito voce são bençoes de Deus
Gabriel voce ta fazendo hoje 4 anos de saudades! 4 anos de pura dor de perda! 4 anos de pura dor e saudade...
Sabe de uma coisa todos nós um dia tambem vamos para os braços do senhor
os que realmente quizerem seguir o caminho de Deus..
Sabe meu amigo ontem chorei muito com grandes amigas que tambem gostavam muito de voce..
Choramos de saudades e dor...
Choramos pois voce estaria se preparando para fazer o vestibular!
Mais quem sabe né? Todo dia voce é lembrando por alguem, seja por mim ou por outro amigo...
Sabe que este dia ta sendo tão triste mais tão triste! que eu não to conseguindo nem digitar...
Eu te peço desculpa por qualquer coisa.... Mais apartir de hoje tudo muda...
Muda pra melhor... muda pra sempre....
Ninguem vai esquecer o garoto maravilhoso que voce foi, ninguem vai esquecei da sua amizade... dos seus conselhos....
Voce é demais meu amigo
voce sempre vai ser e ninguem tira esse lugar de voce...
Em 27/03/2009 foi um dia muito triste pra todos! seus familiares e amigos
todo mundo desesperado por que voce não melhorava, não ficava bom!
Podemos ter perdido um amigo, mais hoje temos um anjo muito poderoso...
Te agradeço por tudo meu amigo
por cada palavra
por cada conselho
por cada conversa!
De voce só tenho lembranças ótimas
só na base do sorriso
Não tenho magoas nada!
Voce sempre foi um excelente amigo
Então Amigos pela fé e concerteza amigos para sempre
04 ANOS SEM VOCÊ, MEU AMOR, MINHA ALEGRIA, MEU TESOURO, MEU ANJO
Já se passaram 04 anos do dia mais terrível da minha vida, o dia que perdi você, queria ter tido mais tempo para te dizer o quanto te amava, o quanto você era maravilhoso e quanto eu me orgulhava de você, queria ter tido mais tempo para te encher de beijos e abraços, de brincarmos mais juntos, fazermos nossas lições de casa, curtirmos mais os cachorros que você tanto amava, queria ter tido mais tempo para ver você namorando, dando o primeiro beijo, sofrendo por amor. Poxa meu amor, tivemos apenas 12 anos juntos, foi tão pouco, eu tinha tantos sonhos e planos para você, e o tempo de 04 anos para mim pareçe que foi ontem, meus dias não tem mais luz, a tela de minha vida não tem mais cores, mas a mamãe está tentando não sofrer tanto para você ficar orgulhoso da minha luta para sobreviver sem você. Hoje eu fiz uma homenagem tão bonita para você em casa, arrumei todos os cartazes que você ganhou de presente nestes 04 anos, alguns brinquedinhos seus e coloquei no nosso altar para o terço que estamos fazendo em família que se chama Grupo de oração em família Unidos pela Fé, fiz em casa hoje e cantei muitas músicas em sua homenagem. Você meu amor foi a maior alegria que tive em toda minha vida, seu nascimento foi tão festejado e esperado, mas Deus tinha planos para você, planos que uma mãe não consegue aceitar tão fácil, precisa ter muita fé para aceitar o inaceitável que é a perda de um filho amado. Meu amor, eu daria tudo que tenho em minha vida por um segundo com você, só para sentir o seu beijo novamente em minha face. Sinto sua falta filho, mas vou tentando encontrar um rumo poraqui, e um dia filho, vou te abraçar na eternidade e nunca mas iremos nos separar, nunca mais......
MENSAGEM DE UMA GRANDE AMIGA PELOS 04 ANOS DA PARTIDA DE MEU ANJO
"Gabriel, em todos os anos de minha existência vou lembrar de 27/03/2009...o dia em você fez sua viagem. Confesso que ainda lembro com muita tristeza e sempre enfatizando que este foi o dia mais triste de minha vida...
Mas, estive refletindo as minhas palavras e meus sentimentos, e , se eu acredito que a morte é um ponto e vírgula, e não um ponto final, então, não devo sentir as coisas assim. Você morreu dormindo, sem mutilações, não gritou de dor...você foi amado até o último minuto de vida e continua recebendo muito amor no plano espiritual. Você foi feliz. Acho que chegou a hora de sentir mais amor e menos dor. Muitas coisas boas vivi ao seu lado e ao lado de sua família...muitos churrascos, muitas pescarias, muitas horas rindo e jogando baralho, vendo filmes, cantando no videokê, tomando banho de piscina, no videogame, em Mosqueiro, em Salinas, cantando uma música alta no carro ou encarnando em alguém...
Sinto por não ter ido na sua festa de 15 anos, por não ter conhecido sua primeira namorada, por não ter jogado ovo na sua cabeça quando você passasse no vestibular, por não presenciar você aprendendo a dirigir, sinto por não ver você pronto para o primeiro emprego, indo pra faculdade...
E quando vejo minha filha fazendo essas coisas, eu penso em como seria se você estivesse entre nós...ai sim, imagino o tamanho da saudade da sua mãe.
Neste dia, depois de 4 anos, queria dizer que eu ainda lembro, com detalhes, do último carnaval que passamos juntos (eu, você, sua mãe e Maurício)...ainda sinto vontade de chorar quando eu conto a sua história para alguém, mas me sinto feliz quando vejo uma foto como essa.
Por tudo que vivemos: Valeu Biel!
Agente se encontra.
Cara de Pizza."
Mas, estive refletindo as minhas palavras e meus sentimentos, e , se eu acredito que a morte é um ponto e vírgula, e não um ponto final, então, não devo sentir as coisas assim. Você morreu dormindo, sem mutilações, não gritou de dor...você foi amado até o último minuto de vida e continua recebendo muito amor no plano espiritual. Você foi feliz. Acho que chegou a hora de sentir mais amor e menos dor. Muitas coisas boas vivi ao seu lado e ao lado de sua família...muitos churrascos, muitas pescarias, muitas horas rindo e jogando baralho, vendo filmes, cantando no videokê, tomando banho de piscina, no videogame, em Mosqueiro, em Salinas, cantando uma música alta no carro ou encarnando em alguém...
Sinto por não ter ido na sua festa de 15 anos, por não ter conhecido sua primeira namorada, por não ter jogado ovo na sua cabeça quando você passasse no vestibular, por não presenciar você aprendendo a dirigir, sinto por não ver você pronto para o primeiro emprego, indo pra faculdade...
E quando vejo minha filha fazendo essas coisas, eu penso em como seria se você estivesse entre nós...ai sim, imagino o tamanho da saudade da sua mãe.
Neste dia, depois de 4 anos, queria dizer que eu ainda lembro, com detalhes, do último carnaval que passamos juntos (eu, você, sua mãe e Maurício)...ainda sinto vontade de chorar quando eu conto a sua história para alguém, mas me sinto feliz quando vejo uma foto como essa.
Por tudo que vivemos: Valeu Biel!
Agente se encontra.
Cara de Pizza."
sexta-feira, 22 de março de 2013
EM JERUSALÉM ENTREGANDO MEU FILHO A JESUS
Este momento foi um dos mais emocionantes da minha vida, estava colocando a foto de meu filho no mesmo lugar onde o corpo de Jesus foi colocado por sua mãe para ser arrumado antes de seu sepultamento em Jerusalém, desabei em choro, para mim não. era a foto de meu filho, era ele que eu estava entregando a Jesus naquele momento e nestes 04 anos de sua partida só quero deixar registrado aqui que em nenhum dia desde que ele partiu eu deixei de amá-lo e sentir saudades, mas nunca deixei de amar cada vez mais e mais a Jesus por ter me dado meu filho de presente nestes 12 anos que estive com ele.
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UM SINAL DE DEUS EM MINHA VIDA
Esta foto é interessante, no momento em que eu estava fazendo coração para meu anjo nos Lençóis Maranhenses , apareceu esta mancha nas minhas costas, exatamente onde eu descobri 02 dias depois que eu tinha um câncer, neste mesmo local. Não acredito em coincidência, para mim foi providência divina. Estes são os sinas de Deus em nossa vida.
terça-feira, 12 de março de 2013
O que “dizer” ou “não dizer” para os pais que perderam filhos
Reportagem excelente tirada do site http://www.vidaurgente.org.br/site/, tenho certeza que pode ajudar milhares de pessoas que passam por aqui procurando um pouco de conforto.
São poucas as situações que causam tanto desconforto quanto a morte. Ainda que se saiba que ela é inevitável e faz parte do curso natural da vida, ao acontecer na sua casa ou no seu grupo de amigos, não há quem fique indiferente.
Quando a morte inverte o curso da vida, e um filho morre antes dos seus pais, é muito comum que as pessoas não saibam o que dizer, como lidar com a situação e muitas vezes confundem-se entre seus próprios sentimentos e temores, sem saber como agir para ajudar as pessoas que sofrem.
No acompanhamento ao Grupo de Apoio para pais que perderam filhos da Fundação Thiago Gonzaga, escutamos muitos relatos de pais e mães sobre o que os ajuda na hora em que seus filhos se vão. São inúmeras as questões que surgem diante desta situação.
01 - O que dizer para os pais que perderam seu filho?
02 - Quando falar?
03 - Quem deve falar?
04 - O que fazer com o quarto e com os pertences do filho?
05 - É possível consolar? De que forma?
06 - Dá para falar do filho?
07 - Se não falar no nome dele é mais fácil esquecer?
08 - Quanto tempo leva para que as coisas voltem ao “normal”?
09 - O que fazer nas datas comemorativas?
10 - Como ajudar, então?
11 - Onde procurar ajuda?
12 - O que não falar?
É claro que as respostas não são unânimes e nem adequadas para todos os casos. Porém o trabalho com estes pais nos indica o que é possível se fazer diante da dor da perda onde, muitas vezes, o silêncio ajuda mais que muitas palavras.
Os primeiros momentos da perda, para muitos pais são sentidos como se estivessem num sonho ruim e daqui a pouco irão acordar. As pessoas que os conhecem, principalmente, os familiares, que também estão sentindo muito, buscam alternativas de consolo, que possam dar conta dos mais variados sentimentos. E é natural que se tente fazer algo, então se oferece medicamentos, livros espíritas, orações e muitas, muitas frases de consolo: “Deus quis assim”, “era a hora dele”, “a vida continua”, “ele era um jovem especial” “ele era iluminado”, e outras nem tanto, “cada um recebe a carga que pode carregar”, “eu sei o que tu estas passando perdi minha avó”, “eu no teu lugar também morreria”, etc.
Frases como estas num primeiro momento causam estranheza, pois não se consegue pensar ainda na situação como algo real, e depois causam sensações de indignação.
Primeiro por que qualquer mãe ou pai trocaria um filho iluminado, por um filho vivo. Quando a frase invoca Deus, até os que têm mais fé se perguntam “cadê Deus que não cuidou do meu filho”, “que Deus é esse que permite que os filhos se vão antes dos pais”. Que a vida continua todos sabem, e na mais dolorosa das dores, pensar nisso aumenta ainda mais o vazio de continuar sem a presença da pessoa amada. Comparar a perda de um filho, com qualquer outra é injusta, pois como foi falado no inicio do texto, é contra a ordem natural. Os filhos são a continuidade dos pais, que agora se encontram impossibilitados de se projetarem neles, e sem a chance de recuperá-los. Em hipótese alguma queremos dizer que qualquer outra perda seja fácil ou não tenha valor. Apenas que dor não deve ser comparada, nem medida.
01 - O que dizer para os pais que perderam um filho?
Força. Conta comigo. Estou a tua disposição. Tu não esta sozinho. Em que posso ajudar. Dar um abraço carinhoso e silencioso.
02 - Quando falar?
Sempre que houver oportunidade.
03 - Quem deve falar?
Todas as pessoas que estiverem solidárias naquele momento, mas principalmente os amigos e familiares.
04 - O que fazer com o quarto e com os pertences do filho?
Num primeiro momento nada. Deixar a família decidir no tempo em que eles acharem adequado. Muitas vezes os amigos querem ficar com alguma lembrança, e na maioria delas os pais não se importam em dar. Desde que se tenha intimidade suficiente com os amigos para isso. Outras vezes são os irmãos que pegam as roupas para usar isto é notado, por muitos pais, como uma homenagem, uma forma de demonstrar carinho e permite que se fale sobre a pessoa que se foi de forma natural e real.
05 - É possível consolar? De que forma?
Uma família que perde um jovem é muito assediada, num primeiro momento, são os amigos, familiares, vizinhos, colegas, etc. A medida em que o tempo vai passando e as pessoas vão retomando sua rotina, “pois a vida continua” para todos, é que para os pais e familiares mais diretos, a realidade começa a se impor. As pessoas já não querem mais falar sobre o que aconteceu, como se não falando ajudasse a esquecer ou a não doer.
Ao contrário de outras perdas, o tempo, no caso dos pais, no começo não é um bom aliado, e quanto mais os dias vão passando, mais aguda fica a dor da realidade. O tempo cronológico de perda não é o mesmo da assimilação. Dói ver a rotina sem o filho. A vida não é mais a mesma, ela não continua, ela recomeçou sem aquela pessoa, e com uma história interrompida. Nada é igual a família modifica, falta um prato na mesa, tem alguém que não entra mais pela porta dizendo “família cheguei”, ou “mãe, pai sou eu”, ou ainda “o que tem para comer”. Não se escuta mais o mesmo barulho na casa, a chave abrindo a porta de madrugada, nem o mesmo entra sai de amigos, não há mais musica alta, nem folia, computador e telefone ocupados o tempo todo, festa todo o final de semana ou porta de quarto fechada cheirando a segredo.
É esta a realidade que machuca. É essa realidade que só se instala na casa e na vida de quem perdeu. Para os pais dói ir ao supermercado e não comprar aquilo que estavam acostumados a fazer automaticamente, as coisas preferidas do filho. Dói colocar na mesa a comida que ele amava comer, fazer o caminho do colégio, chegar à hora do almoço. Anoitecer. Sim são estes os detalhes mais delicados de se lidar, e que passam despercebidos por quem não compartilha a rotina. Consolar talvez não seja o mais adequado, sugiro agüentar a dor do amigo, deixá-lo falar, respeitar seu silêncio, seu tempo. Não há consolo para esta situação. È necessário disponibilidade para estar perto sem ser invasivo, sem exigir uma reação imediata.
06 - Dá para falar do filho?
Sempre que as pessoas da família se mostrarem dispostas a isso. Pois nem todos têm facilidade para tocar no assunto a qualquer momento. Outros gostam de falar no filho como se ele estivesse presente, e está, no seu coração. Outros não gostam ou naquele momento não querem falar. É preciso sensibilidade e sutileza diante desta situação.
07 - Se não falar no nome dele é mais fácil esquecer?
Os pais não esquecem. Talvez seja complicado para as pessoas que estão de fora tocar no assunto. Por isso deve se respeitar o momento de cada um. E até mesmo perguntar se quer falar no assunto ou não, o que não pode é fazer que nada aconteceu, como se a pessoa não tivesse existido ou que esta tudo bem.
08 - Quanto tempo leva para que as coisas voltem ao “normal”?
A normalidade almejada ou esperada e que se tinha antes, não existe mais. Um pai esquecer seu filho, é improvável. O que acontece é um aprender lento a viver sem a presença do filho. É um aprender a lidar com a saudade, com os dias sem ele, com a datas comemorativas, num tempo que é singular. É necessário que se respeite a nova configuração familiar, o tempo de cada um, e as modificações que vão ocorrendo nas pessoas.
09 - O que fazer nas datas comemorativas?
Os pais que perdem um filho perdem também a motivação e a empolgação para comemorar qualquer data. O seu conceito sobre comemorações, felicitações, bem como o seu ânimo para festas fica alterado. O conceito de felicidade modifica. Passa-se a reconhecer os momentos felizes, e estes são muito diferentes do que já foi um dia. Não é mais a mesma coisa comemorar um ano novo, dia das mães, dos pais, aniversário, natal, etc. É claro que se comemora, que se sente alegria, mas falta um pedaço, nada mais é completo e por mais que se tente, falta uma pessoa importante, amada e que não é esquecida.
O convite dos amigos e familiares é sempre bem vindo, desde que não seja uma imposição, que não se exija felicidade plena, alegria transbordante ou o mesmo comportamento de antes. Desde que não se negue que o amigo convidado perdeu um filho e se possa lidar com isso de forma natural.
10 - Como ajudar, então?
Colocando-se a disposição. Dando o tempo necessário para que as pessoas retomem suas vidas. Ligando às vezes para saber como estão, se precisam de alguma coisa, se querem conversar, receber visita ou visitar. Respeitando seus altos e baixos. Não exigindo que reajam como se o que aconteceu fosse um evento banal “já passaram três meses, a vida continua, tem que reagir”. A memória é atemporal. Quando a lembrança volta, não importa o tempo que passou, parece que foi hoje. Falando quando se permitir falar e ouvindo sempre que for necessário. Não passando a mão pela cabeça como se o sofrimento fosse a única coisa que lhes resta. Mas apontando saídas, não duvidando da dor, mas dizendo que é sim possível se reconstruir a vida, diferente daquela que existiu, mas nem por isso pior. Exercendo a capacidade de acolhimento e não de pena. Tratando as pessoas não como doentes, elas não estão doentes, estão aprendendo a viver sem o filho. Colocando-se no lugar dessas pessoas, por mais difícil e assustador que possa parecer, e se perguntado o que me ajudaria nesta situação?!
Cada pessoa reage diante de uma situação traumatizante, de acordo com a sua estrutura psíquica. Contar com uma rede de apoio saudável é muito importante. Ter espaço para expor seus sentimentos é fundamental para que se estabeleçam as mudanças que são inerentes à perda. Mudança de valores, de hábitos, de conceitos, de interesses, etc.
São poucas as situações que causam tanto desconforto quanto a morte. Ainda que se saiba que ela é inevitável e faz parte do curso natural da vida, ao acontecer na sua casa ou no seu grupo de amigos, não há quem fique indiferente.
Quando a morte inverte o curso da vida, e um filho morre antes dos seus pais, é muito comum que as pessoas não saibam o que dizer, como lidar com a situação e muitas vezes confundem-se entre seus próprios sentimentos e temores, sem saber como agir para ajudar as pessoas que sofrem.
No acompanhamento ao Grupo de Apoio para pais que perderam filhos da Fundação Thiago Gonzaga, escutamos muitos relatos de pais e mães sobre o que os ajuda na hora em que seus filhos se vão. São inúmeras as questões que surgem diante desta situação.
01 - O que dizer para os pais que perderam seu filho?
02 - Quando falar?
03 - Quem deve falar?
04 - O que fazer com o quarto e com os pertences do filho?
05 - É possível consolar? De que forma?
06 - Dá para falar do filho?
07 - Se não falar no nome dele é mais fácil esquecer?
08 - Quanto tempo leva para que as coisas voltem ao “normal”?
09 - O que fazer nas datas comemorativas?
10 - Como ajudar, então?
11 - Onde procurar ajuda?
12 - O que não falar?
É claro que as respostas não são unânimes e nem adequadas para todos os casos. Porém o trabalho com estes pais nos indica o que é possível se fazer diante da dor da perda onde, muitas vezes, o silêncio ajuda mais que muitas palavras.
Os primeiros momentos da perda, para muitos pais são sentidos como se estivessem num sonho ruim e daqui a pouco irão acordar. As pessoas que os conhecem, principalmente, os familiares, que também estão sentindo muito, buscam alternativas de consolo, que possam dar conta dos mais variados sentimentos. E é natural que se tente fazer algo, então se oferece medicamentos, livros espíritas, orações e muitas, muitas frases de consolo: “Deus quis assim”, “era a hora dele”, “a vida continua”, “ele era um jovem especial” “ele era iluminado”, e outras nem tanto, “cada um recebe a carga que pode carregar”, “eu sei o que tu estas passando perdi minha avó”, “eu no teu lugar também morreria”, etc.
Frases como estas num primeiro momento causam estranheza, pois não se consegue pensar ainda na situação como algo real, e depois causam sensações de indignação.
Primeiro por que qualquer mãe ou pai trocaria um filho iluminado, por um filho vivo. Quando a frase invoca Deus, até os que têm mais fé se perguntam “cadê Deus que não cuidou do meu filho”, “que Deus é esse que permite que os filhos se vão antes dos pais”. Que a vida continua todos sabem, e na mais dolorosa das dores, pensar nisso aumenta ainda mais o vazio de continuar sem a presença da pessoa amada. Comparar a perda de um filho, com qualquer outra é injusta, pois como foi falado no inicio do texto, é contra a ordem natural. Os filhos são a continuidade dos pais, que agora se encontram impossibilitados de se projetarem neles, e sem a chance de recuperá-los. Em hipótese alguma queremos dizer que qualquer outra perda seja fácil ou não tenha valor. Apenas que dor não deve ser comparada, nem medida.
01 - O que dizer para os pais que perderam um filho?
Força. Conta comigo. Estou a tua disposição. Tu não esta sozinho. Em que posso ajudar. Dar um abraço carinhoso e silencioso.
02 - Quando falar?
Sempre que houver oportunidade.
03 - Quem deve falar?
Todas as pessoas que estiverem solidárias naquele momento, mas principalmente os amigos e familiares.
04 - O que fazer com o quarto e com os pertences do filho?
Num primeiro momento nada. Deixar a família decidir no tempo em que eles acharem adequado. Muitas vezes os amigos querem ficar com alguma lembrança, e na maioria delas os pais não se importam em dar. Desde que se tenha intimidade suficiente com os amigos para isso. Outras vezes são os irmãos que pegam as roupas para usar isto é notado, por muitos pais, como uma homenagem, uma forma de demonstrar carinho e permite que se fale sobre a pessoa que se foi de forma natural e real.
05 - É possível consolar? De que forma?
Uma família que perde um jovem é muito assediada, num primeiro momento, são os amigos, familiares, vizinhos, colegas, etc. A medida em que o tempo vai passando e as pessoas vão retomando sua rotina, “pois a vida continua” para todos, é que para os pais e familiares mais diretos, a realidade começa a se impor. As pessoas já não querem mais falar sobre o que aconteceu, como se não falando ajudasse a esquecer ou a não doer.
Ao contrário de outras perdas, o tempo, no caso dos pais, no começo não é um bom aliado, e quanto mais os dias vão passando, mais aguda fica a dor da realidade. O tempo cronológico de perda não é o mesmo da assimilação. Dói ver a rotina sem o filho. A vida não é mais a mesma, ela não continua, ela recomeçou sem aquela pessoa, e com uma história interrompida. Nada é igual a família modifica, falta um prato na mesa, tem alguém que não entra mais pela porta dizendo “família cheguei”, ou “mãe, pai sou eu”, ou ainda “o que tem para comer”. Não se escuta mais o mesmo barulho na casa, a chave abrindo a porta de madrugada, nem o mesmo entra sai de amigos, não há mais musica alta, nem folia, computador e telefone ocupados o tempo todo, festa todo o final de semana ou porta de quarto fechada cheirando a segredo.
É esta a realidade que machuca. É essa realidade que só se instala na casa e na vida de quem perdeu. Para os pais dói ir ao supermercado e não comprar aquilo que estavam acostumados a fazer automaticamente, as coisas preferidas do filho. Dói colocar na mesa a comida que ele amava comer, fazer o caminho do colégio, chegar à hora do almoço. Anoitecer. Sim são estes os detalhes mais delicados de se lidar, e que passam despercebidos por quem não compartilha a rotina. Consolar talvez não seja o mais adequado, sugiro agüentar a dor do amigo, deixá-lo falar, respeitar seu silêncio, seu tempo. Não há consolo para esta situação. È necessário disponibilidade para estar perto sem ser invasivo, sem exigir uma reação imediata.
06 - Dá para falar do filho?
Sempre que as pessoas da família se mostrarem dispostas a isso. Pois nem todos têm facilidade para tocar no assunto a qualquer momento. Outros gostam de falar no filho como se ele estivesse presente, e está, no seu coração. Outros não gostam ou naquele momento não querem falar. É preciso sensibilidade e sutileza diante desta situação.
07 - Se não falar no nome dele é mais fácil esquecer?
Os pais não esquecem. Talvez seja complicado para as pessoas que estão de fora tocar no assunto. Por isso deve se respeitar o momento de cada um. E até mesmo perguntar se quer falar no assunto ou não, o que não pode é fazer que nada aconteceu, como se a pessoa não tivesse existido ou que esta tudo bem.
08 - Quanto tempo leva para que as coisas voltem ao “normal”?
A normalidade almejada ou esperada e que se tinha antes, não existe mais. Um pai esquecer seu filho, é improvável. O que acontece é um aprender lento a viver sem a presença do filho. É um aprender a lidar com a saudade, com os dias sem ele, com a datas comemorativas, num tempo que é singular. É necessário que se respeite a nova configuração familiar, o tempo de cada um, e as modificações que vão ocorrendo nas pessoas.
09 - O que fazer nas datas comemorativas?
Os pais que perdem um filho perdem também a motivação e a empolgação para comemorar qualquer data. O seu conceito sobre comemorações, felicitações, bem como o seu ânimo para festas fica alterado. O conceito de felicidade modifica. Passa-se a reconhecer os momentos felizes, e estes são muito diferentes do que já foi um dia. Não é mais a mesma coisa comemorar um ano novo, dia das mães, dos pais, aniversário, natal, etc. É claro que se comemora, que se sente alegria, mas falta um pedaço, nada mais é completo e por mais que se tente, falta uma pessoa importante, amada e que não é esquecida.
O convite dos amigos e familiares é sempre bem vindo, desde que não seja uma imposição, que não se exija felicidade plena, alegria transbordante ou o mesmo comportamento de antes. Desde que não se negue que o amigo convidado perdeu um filho e se possa lidar com isso de forma natural.
10 - Como ajudar, então?
Colocando-se a disposição. Dando o tempo necessário para que as pessoas retomem suas vidas. Ligando às vezes para saber como estão, se precisam de alguma coisa, se querem conversar, receber visita ou visitar. Respeitando seus altos e baixos. Não exigindo que reajam como se o que aconteceu fosse um evento banal “já passaram três meses, a vida continua, tem que reagir”. A memória é atemporal. Quando a lembrança volta, não importa o tempo que passou, parece que foi hoje. Falando quando se permitir falar e ouvindo sempre que for necessário. Não passando a mão pela cabeça como se o sofrimento fosse a única coisa que lhes resta. Mas apontando saídas, não duvidando da dor, mas dizendo que é sim possível se reconstruir a vida, diferente daquela que existiu, mas nem por isso pior. Exercendo a capacidade de acolhimento e não de pena. Tratando as pessoas não como doentes, elas não estão doentes, estão aprendendo a viver sem o filho. Colocando-se no lugar dessas pessoas, por mais difícil e assustador que possa parecer, e se perguntado o que me ajudaria nesta situação?!
Cada pessoa reage diante de uma situação traumatizante, de acordo com a sua estrutura psíquica. Contar com uma rede de apoio saudável é muito importante. Ter espaço para expor seus sentimentos é fundamental para que se estabeleçam as mudanças que são inerentes à perda. Mudança de valores, de hábitos, de conceitos, de interesses, etc.
segunda-feira, 11 de março de 2013
PORQUE EU?
Por 03 vezes em minha vida me perguntei porque eu? Quando tive câncer de mama pela primeira vez em 2001 , quando estava no auge de minha carreira profissional e meu filho tinha 05 anos, que precisei fazer mastectomia radical a direita e retirar os ovários sem ter a chance de ter outros filhos, sentei no banheiro e chorei e me perguntei pela primeira vez: Por que eu? Logo depois pedi perdão a Deus e reconheci que eu não era melhor do que ninguém e por mais 07 anos nunca mais me fiz esta pergunta. Até que em 2009 perdi a grande razão de minha vida, a minha maior alegria, meu único filho, que era meu melhor amigo, meu companheiro, e mais uma vez me perguntei , porque eu? Eu achava que Deus tinha sido bom comigo quando levou minha melhor amiga que foi minha mãe quando eu estava com dois meses de grávida, mas Ele tinha deixado meu filho para poder me ajudar a passar por esta grande dor da perda de minha mãe, e agora, Porque eu tinha que estar passando por isto novamente? Como seria minha vida de agora em diante sem meu filho? Meus Deus quanto sofrimento, me perguntei várias vezes porque eu, mas depois fui percebendo que milhares de mães perderam seus filhos e sofrem como eu, e mais uma vez fui a luta para superar a dor da perda de meu único filho, e a terceira vez que me perguntei porque eu foi em 2011, quando o câncer voltou nos ossos, e como sofri com todo o tratamento que tive que fazer, como a radioterapia queimou todo meu esôfago, fiquei 40 dias internada entre a vida e a morte em um hospital e mais uma vez achei que Deus tinha me abandonado, esquecido de mim, e mais uma vez eu superei este sofrimento, e hoje em 2013 não me pergunto mais porque eu, simplesmente aceito tudo o que Deus preparar para mim, aprendi que não somos melhores do que ninguém, que o sofrimento faz parte de milhões de pessoas, e não se trata apenas de mim, mas sim de quase todas as pessoas da população do mundo, devemos apenas crescer espiritualmente com o sofrimento e passar por ele com dignidade e fé.
quinta-feira, 7 de março de 2013
PARABÉNS A ADMINISTRAÇÃO DA EXPOSIÇÃO DE PARANAVAÍ 2013
Eu sou uma pessoa crítica, e estranhei muito ao chegar em Paranavaí depois de 30 anos morando fora que a lei da meia entrada não é respeitada aqui em muitos lugares, e resolvi escrever sobre isto, e entrei em um blog muito respeitado aqui que é do Joaquim de Paula e denunciei, ele deu destaque a minha solicitação e este assunto teve um final feliz, realmente os direitos foram respeitados na exposição de Paranavaí e isto me deixou muito orgulhosa quando eu estava na fila e vi tantos professores , doadores de sangue, deficientes, estudantes e idosos pagando a meia entrada, me senti vitoriosa e acho que estamos nesta vida para isto, reclamar quando precisa, lutar pelos nossos direitos e também elogiar quando preciso, por isto vou deixar aqui o comentário que fiz no blog do Joaquim de Paula hoje.
COMENTÁRIO NO BLOG DO JOAQUIM DE PAULA
Sou uma pessoa crítica e que luto muito pelos meus direitos, da mesma maneira que critiquei que Paranavaí não respeitava a lei da meia entrada, hoje venho elogiar. Acho importante elogiarmos quando nossos direitos são respeitados, por isto hoje parabenizo a administração da exposição de Paranavaí 2013 pela bela organização, começando desde o estacionamento, shows muito bons, comentaristas maravilhosos no rodeio, muita segurança, enfim, estão realmente de parabéns, e o melhor, respeitando totalmente a lei da meia entrada para professores, idosos, doares de sangue, estudantes e deficientes, ainda melhor, os deficientes não estão pagando e isto é o correto. Só deixo como sugestão que não acho justo um estacionamento tão caro, e as coisas que vendem lá dentro como uma água a R$4,00 é muito caro, então acho que deveriam abaixar o preço do estacionamento no próximo ano e as coisas vendidas lá dentro um pouco mais em conta porque o pai de família que tem muitos filhos não tem condição de levar seus filhos em uma festa tão bonita como esta. Quero agradecer aqui ao blog do Joaquim de Paula que me deu abertura dando um belo destaque para a lei da meia entrada em Paranavaí em seu blog , e percebo que ele também tem um grande respeito por todas as pessoas que participam de seu blog, parabéns Joaquim de Paula, é importante neste mundo terem pessoas corretas como você. Estou orgulhosa de minha cidade depois de 30 anos fora, amo Paranavaí e acho melhor do que apenas criticar, lutarmos para melhorar, e para lutar devemos no unir e brigar por nossos direitos como aconteceu agora com a lei da meia entrada, vou continuar lutando por muitos direitos que ainda acho que a maioria da população não sabe, e lutar é não ter medo de se expor, é escrever, denunciar, correr atrás, ainda vou entrar muito neste blog, me aguardem.
Ivonete Ferrari
COMENTÁRIO NO BLOG DO JOAQUIM DE PAULA
Sou uma pessoa crítica e que luto muito pelos meus direitos, da mesma maneira que critiquei que Paranavaí não respeitava a lei da meia entrada, hoje venho elogiar. Acho importante elogiarmos quando nossos direitos são respeitados, por isto hoje parabenizo a administração da exposição de Paranavaí 2013 pela bela organização, começando desde o estacionamento, shows muito bons, comentaristas maravilhosos no rodeio, muita segurança, enfim, estão realmente de parabéns, e o melhor, respeitando totalmente a lei da meia entrada para professores, idosos, doares de sangue, estudantes e deficientes, ainda melhor, os deficientes não estão pagando e isto é o correto. Só deixo como sugestão que não acho justo um estacionamento tão caro, e as coisas que vendem lá dentro como uma água a R$4,00 é muito caro, então acho que deveriam abaixar o preço do estacionamento no próximo ano e as coisas vendidas lá dentro um pouco mais em conta porque o pai de família que tem muitos filhos não tem condição de levar seus filhos em uma festa tão bonita como esta. Quero agradecer aqui ao blog do Joaquim de Paula que me deu abertura dando um belo destaque para a lei da meia entrada em Paranavaí em seu blog , e percebo que ele também tem um grande respeito por todas as pessoas que participam de seu blog, parabéns Joaquim de Paula, é importante neste mundo terem pessoas corretas como você. Estou orgulhosa de minha cidade depois de 30 anos fora, amo Paranavaí e acho melhor do que apenas criticar, lutarmos para melhorar, e para lutar devemos no unir e brigar por nossos direitos como aconteceu agora com a lei da meia entrada, vou continuar lutando por muitos direitos que ainda acho que a maioria da população não sabe, e lutar é não ter medo de se expor, é escrever, denunciar, correr atrás, ainda vou entrar muito neste blog, me aguardem.
Ivonete Ferrari
domingo, 3 de março de 2013
LEMBRANDO DO MEU FILHO NESTA PÁSCOA
Estive no Paraguai no último sábado e por um momento me sentei em uma escada esperando o resto dos meus primos que estavam fazendo compras, e vi um menino muito feliz recebendo um ovo de páscoa de sua mãe e ele deu um grande abraço nela, não contive minhas lágrimas. Queria tanto poder estar comprando ovos de páscoa para meu filho querido. Me lembro que desde bebê , todos os anos eu comprava ovos de Páscoa para meu filho querido e adorava esconder para ele sair procurando pela casa, foi assim durante os 12 anos de sua vida, quando era bebê eu fazia questão de preparar cestas com muitos chocolates e ovos, mesmo já grandinho, eu sempre escondia e achava muito divertido ele sair correndo pela casa ou o jardim de casa para encontrar os chocolates que ele amava comer. E agora, meu amor, você não está aqui para procurar seus ovos de Páscoa, a casa não estará mais alegre, não terá distribuição de ovos de Páscoa entre nós, a casa é triste sem você, meus dias são tristes, sem luz, sem sorrisos, sem o seu carinho. Sei que na Pascóa nós comemoramos uma data muito especial, Jesus depois de sofrer tanto, finalmente ressuscitou , e o que será que aconteceu com você, onde você está? Minha Páscoa nunca mais será a mesma, minha vida nunca mais será igual, eu te amo meu amor, Feliz Páscoa para você onde você estiver
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
03 ANOS E 11 MESES DE SUA PARTIDA
Hoje, 27 de Fevereiro, faz 03 anos e 11 meses que meu anjo partiu para os braços de seu verdadeiro Pai, mas como é difícil ficar sem você meu amor, como sinto falta do seu sorriso, das brincadeiras, dos beijos e abraços, e de nunca mais ser chamada de mamãe, mas agradeço a Deus por ter me dado o maior tesouro que pude ter em minha vida durante 12 anos, que foi você, obrigada pelo filho maravilhoso que você foi e um dia em algum lugar nós iremos nos reencontrar e nunca mais nos separarmos, nunca mais. Te amo meu anjo, você está comigo em cada minuto de minha vida, te amo cada dia mais. Ainda não me acostumei a viver sem você, é um aprendizado longo e difícil, mas estou tentando meu amor, fundamos agora o nosso grupo de oração Unidos pela Fé, onde umas 20 a 25 pessoas de nossa família se reune todas as semanas para orar, o que está me dando uma grande força para continuar caminhando sem você ao meu lado. Mas meu amor, ainda não consigo deixar de chorar, ainda não deixei de sofrer por você, mas a mamãe está realmente tentando tá. Um grande beijo, um não, milhares de beijos em sua buchecha linda.
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
COMO ESTOU HOJE DEPOIS DAS QUIMIOTERAPIAS
Esta sou eu, depois das quimios, olhem como meu cabelo já está crescendo, ainda acho que mesmo depois de tanto sofrimento que passei com a perda de meu filho e minha doença, ainda vale a pena viver cada minuto como se fosse o último, acho que vale a pena viver para amar nossa família e amigos, para deixarmos na terra coisas boas que podemos fazer pelo próximo, viver vale muito a pena, porque a tempestade um dia passa e o sol poderá voltar a brilhar e quem sabe em minha vida este sol está começando a mostrar os seus raios, porque em Jesus e em meus amigos e família encontro forças para viver. Devemos amar mais, abraçar mais e dizer o quanto as pessoas são importantes para nós em vida e lembrar que a felicidade está nas pequenas coisas do dia a dia. Cada vez que faço exames e que pego os resultados, comemoro, porque sei que tenho mais algum tempo, não sei quanto tempo será, mas quero aproveitar cada minuto, tentando amar mais as pessoas, tentando ser uma pessoa melhor a cada dia, a curtir mais a natureza, os animais, as pessoas, a vida. Viver vale a pena mesmo.
domingo, 27 de janeiro de 2013
CHORO POR TODOS OS PAIS QUE PERDERAM SEUS FILHOS NA TRAGÉDIA EM SANTA MARIA/RS
Estou muito triste, sei que hoje não só os jovens morreram nesta tragédia, mas morre um pouco a alma de todas as famílias que perderam seus filhos em Santa Maria, são muitos sonhos desfeitos, muitos jovens que tinham um lindo futuro pela frente, e como aceitar este acontecimento? Como aceitar a morte de tantos jovens que tinham planos para uma vida futura, como aceitar a dor de tantos pais que não verão seus filhos se formarem? Eu sei que é uma dor insuportável, é uma espada que entra em nosso coração nos ferindo todos os dias, são lágrimas que teimam em não parar de rolar de nossos olhos, Meu Deus nos ensine a aceitar a perda de quem mais amamos em nossa vida que são nossos filhos. Eu sinto muito por cada filho de vocês paizinhos que partiram hoje, eu acabei de postar os estágios do luto que li em um livro estes dias, mas na verdade só quem passa por eles é que pode avaliar todas estas fases, eu espero paizinhos que vocês tenham muita força para lutar pela vida novamente, tenham força e coragem para continuar dando amor as pessoas que ficaram na terra que amam muito vocês e se preocupam com vocês, não se revoltem contra Deus, peçam a todo momento para Ele lhes darem perseverança, coragem, fé e força para superar esta dor tão grande. Hoje, os filhos de vocês estão perto, abram o coração e poderão senti-los, mas de outra forma, o amor que sentimos por eles é muito maior do que a morte, e um dia iremos nos encontrar, não percam a esperança deste reencontro, vamos ser fortes por eles, eles não querem que a vida de vocês acabe, eles querem que vocês vivam, vivam por eles. Um grande abraço a todos do blog e em especial aos pais e parentes que perderam seus filhos na tragédia de Santa Maria.
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
ÚLTIMO ESTÁGIO DO LUTO: LUTAMOS PARA CONFIRMAR A REALIDADE
Tirado do
livro Perdas e Luto de Granger E. Westberg: Finalmente começamos a confirmar a
realidade. Quando passamos por qualquer experiência de sofrimento
significativa, saímos disso como pessoas diferentes. Dependendo da maneira como reagimos a esse acontecimento,
tanto podemos nos tornar pessoas mais fortes do que antes como mais frágeis ,
com o espírito mais vigoroso ou mais
adoentado. As pessoas cuja fé religiosa se mostra amadurecida e saudável saem
dessa experiência de uma forma que as torna mais capazes de ajudar outras
pessoas que enfrentam tragédias semelhantes. Existem muitas pessoas que
desenvolvem uma fé mais profunda em Deus como resultado de suas experiências de
dor. Aquelas que apresentam uma fé imatura ou infantil tendem a encarar a perda
de várias maneiras doentias. Algumas nunca trabalham realmente o luto, e meses,
ou mesmo anos mais tarde, ainda estão travando batalhas consigo mesmas. Pessoas espiritualmente mais maduras parecem ser
capazes de lutar com mais eficácia, porque são auxiliadas pela convicção de que
Deus está com elas. Elas não se sentem
como se tivessem que encarar o presente e o futuro sozinhas. É importante
a tarefa de nutrir a fé, porque tais pessoas demonstram grandeza ao se
encontrar sob provação. As pessoas de fé compreendem que a vida jamais voltará
a ser a mesma, mas começam a perceber que há muita vida a ser confirmada. E
confirmar algo equivale a dizer que isso é bom.
No momento de uma grande perda, pessoas
que possuem uma fé madura dão provas de um raro senso interior de força e
equilíbrio, que crescem a partir da confiança de que essa relação com Deus
nunca lhes pode ser tirada. Tendo essa filosofia como base, conseguem enfrentar
qualquer perda terrena, com a compreensão de que ainda assim não perderam tudo.
Ainda têm um Deus em quem confiar. Esse
jeito de ver a vida faz uma diferença surpreendente na qualidade da experiência
do luto. Quando iniciamos a batalha pela afirmação da realidade, descobrimos
que não precisamos temer o mundo real. Podemos viver nele novamente. Podemos
até amá-lo novamente. Por um momento, chegamos a pensar que não havia nada na
vida que pudesse ser por nós confirmado.
Agora as nuvens negras estão começando a se dissipar e, ocasionalmente,
durante breves momentos ,raios de sol passam a atravessá-las . E a esperança,
baseada na fé em um Deus que nossos pais
constataram ser autêntico, uma vez mais se torna parte de nossa própria
perspectiva a respeito da vida. Apesar de continuarmos a lutar, nós confirmamos, sim, a realidade.
NONO ESTÁGIO DO LUTO: GRADUALMENTE NOSSA ESPERANÇA TRIUNFA
Tirado do
livro Perdas e Luto de Granger E. Westberg: De vez em quando, temos um pequeno
vislumbre de esperança em uma ou outra experiência. Essa nuvem que esteve tão
escura começa a se dissipar, e raios de luz passam através dela. Podemos estar vivendo uma grande tristeza seja onde for,
por algumas semanas ou muitos meses. Nunca sabemos bem ao certo quanto tempo a
tristeza vai durar. Devemos nos lembrar de que não há duas pessoas iguais,
assim como não há duas situações de luto idênticas. Seria um equívoco deixar a impressão de que somos menos humanos
se não expressarmos nossos sentimentos
abertamente. Algumas pessoas simplesmente não expressam emoções e não
precisam disso. Não precisam nem querem alguém se intrometendo em sua vida, tentando ajudá-las a superar a
sua dor. Cedo percebemos, se tentamos impor nossa presença a alguém assim, que
é melhor deixar que essa pessoa resolva o problema e nos chame se e quando for
necessário. A grande maioria de nós, no entanto, precisa expressar as emoções.
Necessitamos do afeto e incentivo de outras pessoas dirigidos a nós.
Descobrimos que outras experiências de vida podem se mostrar novamente cheias
de significado. Liebman diz: A melodia que a pessoa amada tocou no piano de
nossa vida jamais será executada
exatamente da mesma forma, mas não devemos fechar o teclado e permitir que o
instrumento acumule poeira. Temos que procurar outros artistas do espírito,
novos amigos que aos poucos irão nos ajudar a encontrar o caminho de volta à vida,
que vão caminhar nessa estrada conosco.
ESTÁGIOS DO LUTO- OITAVO ESTÁGIO: RESISTIMOS A NOS RESTABELECER
Tirado do
livro Perdas e Luto de Granger E. Westberg-
Já falamos
sobre sete estágios do luto conforme Granger, agora falaremos sobre o oitavo
estágio do luto: Embora possamos estar lidando bem com o nosso processo de luto
e queiramos de fato retomar nossas atividades habituais, algo dentro de nós
resiste em regressar. Nossa perda foi um tanto excepcional, e sentimos que os
outros simplesmente não compreendem a dimensão dela. Eles parecem distantes,
falando de outras coisas, e somos deixados de lado com nossa dor. Todos
esqueceram a nossa tragédia. Alguém tem que manter viva essa memória. Não
devemos permitir que as coisas voltem ao seu normal. A maioria das pessoas não
tem tempo para ajudar a trabalhar as perdas umas das outras. Raramente
experimentamos a sensação de ter concluído o trabalho de luto. Também achamos
que, ao tentar retomar a vida, esse processo se mostra muito doloroso. Preferimos sofrer a enfrentar a batalha de lidar com situações
novas. Sentimo-nos mais confortáveis em nossa dor do que em um imprevisível
mundo novo. Queremos conservar o que nos é familiar. Há outras razões
associadas para se resistir ao retorno. Nosso estilo de vida moderno torna
muito difícil lamentar qualquer perda na presença de outras pessoas. Somos
obrigados a carregar toda a tristeza dentro de nós. E qual é a parte da tarefa
dos amigos? A de ajudar a manter viva a memória dos entes queridos, demonstrar
preocupação uns para com os outros, particularmente quando alguém sofreu uma
grande perda. É uma sensação maravilhosa saber que alguém ainda se lembra dele.
A maioria das pessoas que estão sofrendo
tem muita consideração com os outros. Elas não querem atirar seus problemas
sobre outras pessoas. A qualidade de nosso interesse pessoal nessas pessoas
pode demonstrar que desejamos dividir o fardo com elas.
domingo, 20 de janeiro de 2013
SÉTIMO ESTÁGIO DO LUTO: FICAMOS CHEIOS DE RAIVA E RESSENTIMENTO
Tirado do
livro : Perdas e Luto de Granger E. Westberg:
Gradualmente,
vamos conseguindo sair da depressão, e assim podemos nos tornar mais capazes de
expressar alguns dos fortes sentimento de ressentimento e raiva que podemos nem
sequer ter percebido. Esses sentimentos
são normais em todos os seres humanos e
que mesmo as pessoas mais devotas podem muito bem experimentar a raiva e o ressentimento, embora tentemos com muito afinco sublimá-los.
Seria muito prejudicial se não pudéssemos admitir para nós mesmos, para Deus e para
nossos amigos, que nós, seres humanos, precisamos confessar nossa raiva e ressentimento, e pedir forças para superá-los. Outra maneira de exprimir isso é dizer que
esse ressentimento não é uma emoção saudável
e, se for permitido que, assuma o controle, pode ser muito, muito nocivo. No
entanto ele é parte natural do processo de luto. É de se esperar que ele
ocorra, é um sentimento contra o qual se deve lutar e que pode, pela graça de
Deus, ser superado. Quando algo precioso
nos é tirado, inevitavelmente passamos por uma fase em que nos mostramos muito críticos
em relação a tudo e a todos que estiveram relacionados à perda. Não poupamos
ninguém em nossa análise sistemática do evento, tentando entender exatamente por que isso aconteceu, e de quem seria a culpa. O ser humano está sempre procurando alguém
para culpar. Se perdemos alguém por
motivo de morte, expressamos hostilidade contra qualquer um que tenha cuidado
do paciente. Mostramo-nos hostis para com o médico porque ele fez a operação,
ou nos mostramos hostis para com ele pelo fato de ele não ter operado. Não importa
o que o médico tenha feito, aquilo foi um erro. Enquanto estamos mergulhados
nesse estado de espírito, contemplamos a todos com olhos desconfiados.
SEXTO ESTÁGIO DO LUTO: APRESENTAMOS UM SENTIMENTO DE CULPA EM RELAÇÃO À PERDA
Tirado do
livro: Perdas e Luto de Granger E. Westberg:
Logo no
inicio devemos fazer a distinção entre
culpa normal e culpa neurótica. De um modo geral, a culpa normal é a que
sentimos quando fizemos algo ou deixamos
de fazer alguma coisa pela qual deveríamos, pelos padrões de nossa sociedade, nos sentir culpados. A culpa neurótica está
em nos sentirmos culpados de modo desproporcional ao nosso real envolvimento em
um determinado problema. Quando perdemos
alguém que amamos por motivo de morte, seria difícil conceber que qualquer um
de nós que tenha vivido próximo a essa pessoa que partiu não se sentisse
culpado por certas coisas que tenha deixado de fazer por essa pessoa quando ela
estava viva, ou pelo que quer que tenha feito que a deixara ferida. Sabemos que
pecamos contra essa pessoa por pensamentos, palavras e atos, e nossa formação
religiosa diz que devemos encarar nossos pecados, e nos sentir culpados por
eles. É sempre difícil separar completamente um tipo de culpa do outro. Toda
pessoa apresenta algum sentimento de culpa neurótico. É importante falar sobre
o problema da culpa com alguém que compreenda que essa culpa não é nada além de
um sintoma de algo mais profundo, e assim
passaríamos a entender como lidar com esta culpa neurótica, sem ter que
ficar tão infeliz. Se esta culpa não for trabalhada , isto pode dificultar o
completo progresso no mecanismo de volta
à vida. Culpa não resolvida e emoções mal-entendidas desse tipo podem nos tornar miseráveis durante anos, ou vir à
tona em uma variedade de sintomas físicos de angústia. É importante que
encaremos tanto a nossa culpa normal como a neurótica. Não devemos ter medo ou
vergonha de falar sobre nossos sentimentos ou nossa culpa com aqueles que foram
treinados para nos ajudar.
domingo, 13 de janeiro de 2013
QUARTO E QUINTO ESTÁGIO DO LUTO: PODEMOS APRESENTAR SINTOMAS FÍSICOS DE ANGÚSTIA E PODEMOS ENTRAR EM PÂNICO
Tirado do livro Perdas e Luto de Granger E. Westberg: Muitas pessoas ficam doentes devido a uma situação de luto
não resolvida, existe uma relação mais forte do que jamais imaginamos entre a
doença e a forma como a pessoa lida com uma grande perda. Algumas dessas
pessoas que apresentam sintomas físicos
de angústia pararam em um dos estágios que compõem os dez estágios do processo
de luto. A menos que alguém possa ajudá-las a lidar com os problemas emocionais
envolvidos no estágio em que parecem ter se fixado, elas permanecerão doentes.
Nenhuma dose de medicamento mudará significativamente a situação. No quinto
estágio encontramo-nos entrando em pânico porque não conseguimos pensar em mais
nada além da perda. Simplesmente não conseguimos nos concentrar em nada. Vários
pensamentos desagradáveis nos atinge, a incapacidade de se concentrar em tempos
de luto é tão natural quanto seria de se imaginar. Seria ainda mais
estranho se pudéssemos facilmente pôr nossa dor de lado nos assuntos de rotina. Quando algo se
mostrou extremamente importante para nós durante um longo tempo, e então nos
foi tirado, não podemos deixar de nos sentir constantemente atraídos para o
objeto de nossa perda. E sofremos diariamente ao travar uma luta com a
compreensão que gradualmente desponta de que aquilo se foi para sempre. Quando uma pessoa começa a se preocupar em relação
a perder a cabeça, muitas vezes entra em pânico. Torna-se quase paralisada pelo
medo. Com frequência, isso é fruto do medo do desconhecido, ou medo de algo que
ela não compreende , e que a leva a este estado de pânico. É importante que
entendamos alguma coisa acerca do processo do luto antes da crise, de modo que
possamos eliminar o pânico que acompanha o medo do desconhecido. É o medo de
achar que estamos passando por algo totalmente anormal o que nos lança no mais
profundo desespero. Mas não há nada de anormal nisso, ao contrário, é
reconfortante saber que mesmo o pânico é normal. Para ajudar a nós mesmos a
atravessar esse período em que não conseguimos pensar em nada que não seja a
nossa perda, precisamos estar abertos a novas e diferentes relações humanas. Em um momento com esse, tudo o que
queremos é fugir da vida. A última coisa que gostaríamos de fazer é
experimentar qualquer novidade. Podemos pensar em uma centena de diferentes
razões porque preferimos ficar em casa e permanecer melancólicos a sair e nos
sentirmos obrigados a ser gentis com as pessoas e conceber pensamentos novos.
Tal atitude é natural, é de se esperar. Não devemos, contudo, mergulhar em
nossa melancolia, pois ela só irá prolongar o nosso processo de luto.
O LUTO E SEUS ESTÁGIOS- O TERCEIRO ESTÁGIO DO LUTO: SENTIMO-NOS DEPRIMIDOS E MUITO SOLITÁRIOS
Tirado do livro Perdas e Luto de Granger E. Westberg:
Eventualmente surge um sentimento de depressão e isolamento absolutos. É como
se Deus não estivesse mais no céu, como se Ele não se importasse conosco. É
durante esses dias que temos a certeza
de que ninguém jamais sofreu como estamos sofrendo. Quando nos encontramos nas
profundezas do desespero, devemos nos lembrar de que isso é de se esperar após
qualquer perda significativa , e que tal depressão é normal e faz parte de um benéfico
luto saudável. É como acontece com a depressão. Algo parece ocorrer entre a
pessoa e seus semelhantes, de modo que ela sente uma solidão imensa, uma
terrível sensação de isolamento. E é
como se não conseguisse romper isso. Quando estamos deprimidos , encontramo-nos
às voltas com pensamentos que nunca tivemos em outras circunstâncias. Dizemos que Deus não se importa conosco.
Podemos até duvidar de que exista um
Deus. A depressão não é algo exclusivo apenas para você ou para mim. É uma
experiência que parece acontecer a todos quando algo ou alguém que amam , assim
como os seus mais caros tesouros , lhe são tirados. E, durante o período em que estamos deprimidos, é como se, no fundo , estivéssemos dizendo: Onde está
meu Deus? O próprio Jesus enfrentou essa solidão, quando na cruz clamou: Meu
Deus, meu Deus, porque me abandonaste? O que nunca devemos esquecer sobre a experiência
da depressão é que um dia isso vai passar. Os dias sombrios não duram para
sempre. As nuvens estão sempre se movendo, embora muito lentamente. A pessoa que se encontra em meio a uma
depressão está certa, naturalmente, de que as nuvens não estão se
deslocando. Ela está convencida de que este é um estado no qual ela vai permanecer para o resto de sua vida. Qualquer tentativa
de tentar convencê-la do contrário é
inútil. Todavia , a experiência humana através dos séculos tem sido a de que as
nuvens negras da depressão vão se deslocando, elas de fato passam. Uma das coisas mais úteis que podemos fazer
por um amigo num momento como esse é permanecer
ao lado dele em serena convicção e assegurar-lhe de que aquilo também irá passar. Para algumas pessoas, as
nuvens se dissipam aparentemente todas de uma vez. Algo acontece dentro delas, ou algum evento
importante desencadeia um movimento em direção a próxima fase do luto. Para outros é mais
demorado, e as semanas se esticam em meses. Tais pessoas podem ser ajudadas
pelo interesse constante e consistente daqueles que realmente se preocupam com
elas. Naa próxima postagem falaremos sobre o quarto estágio do luto: Podemos apresentar
sintomas físicos de angústia
O LUTO E SEUS ESTÁGIOS- O TERCEIRO ESTÁGIO DO LUTO: SENTIMO-NOS DEPRIMIDOS E MUITO SOLITÁRIOS
Tirado do livro Perdas e Luto de Granger E. Westberg:
Eventualmente surge um sentimento de depressão e isolamento absolutos. É como
se Deus não estivesse mais no céu, como se Ele não se importasse conosco. É
durante esses dias que temos a certeza
de que ninguém jamais sofreu como estamos sofrendo. Quando nos encontramos nas
profundezas do desespero, devemos nos lembrar de que isso é de se esperar após
qualquer perda significativa , e que tal depressão é normal e faz parte de um benéfico
luto saudável. É como acontece com a depressão. Algo parece ocorrer entre a
pessoa e seus semelhantes, de modo que ela sente uma solidão imensa, uma
terrível sensação de isolamento. E é
como se não conseguisse romper isso. Quando estamos deprimidos , encontramo-nos
às voltas com pensamentos que nunca tivemos em outras circunstâncias. Dizemos que Deus não se importa conosco.
Podemos até duvidar de que exista um
Deus. A depressão não é algo exclusivo apenas para você ou para mim. É uma
experiência que parece acontecer a todos quando algo ou alguém que amam , assim
como os seus mais caros tesouros , lhe são tirados. E, durante o período em que estamos deprimidos, é como se, no fundo , estivéssemos dizendo: Onde está
meu Deus? O próprio Jesus enfrentou essa solidão, quando na cruz clamou: Meu
Deus, meu Deus, porque me abandonaste? O que nunca devemos esquecer sobre a experiência
da depressão é que um dia isso vai passar. Os dias sombrios não duram para
sempre. As nuvens estão sempre se movendo, embora muito lentamente. A pessoa que se encontra em meio a uma
depressão está certa, naturalmente, de que as nuvens não estão se
deslocando. Ela está convencida de que este é um estado no qual ela vai permanecer para o resto de sua vida. Qualquer tentativa
de tentar convencê-la do contrário é
inútil. Todavia , a experiência humana através dos séculos tem sido a de que as
nuvens negras da depressão vão se deslocando, elas de fato passam. Uma das coisas mais úteis que podemos fazer
por um amigo num momento como esse é permanecer
ao lado dele em serena convicção e assegurar-lhe de que aquilo também irá passar. Para algumas pessoas, as
nuvens se dissipam aparentemente todas de uma vez. Algo acontece dentro delas, ou algum evento
importante desencadeia um movimento em direção a próxima fase do luto. Para outros é mais
demorado, e as semanas se esticam em meses. Tais pessoas podem ser ajudadas
pelo interesse constante e consistente daqueles que realmente se preocupam com
elas. Naa próxima postagem falaremos sobre o quarto estágio do luto: Podemos apresentar
sintomas físicos de angústia
sábado, 12 de janeiro de 2013
SEGUNDO ESTÁGIO DO LUTO: EXPRESSAMOS EMOÇÕES
Tirado do livro
Perdas e Luto de Granger E. Westberg: A
emoção é essencial para o ser humano e tentar reprimi-la é tornar alguém menos
humano. Refrear a emoção desnecessariamente é prejudicar a nós mesmos. Devemos
expressar a dor que vivenciamos. A liberação emocional acontece na mesma época
em que começa a despontar a constatação do quão terrível é a nossa perda. Às
vezes, sem qualquer aviso, nos vem uma urgência incontrolável de expressar a
nossa tristeza. E é exatamente isso o que devemos fazer: nos permitir expressar
as emoções que realmente sentimos. Devemos chorar sempre que quisermos, mesmo
os homens que são educados para não chorar, reter o choro só faz mal para
qualquer pessoa. Abordaremos o terceiro estágio na próxima postagem:
Sentimo-nos deprimidos e muito solitários
PRIMEIRO ESTÁGIO DO LUTO – ENTRAMOS EM ESTADO DE CHOQUE- COMO AJUDAR NESTE ESTÁGIO DE LUTO?
Tirado do livro Perdas e Luto de Granger E. Westberg: Deus
nos fez de tal forma que podemos, de
algum modo, suportar a dor e o sofrimento
e até mesmo a tragédia. Todavia, quando a dor é esmagadora, às vezes
permanecemos temporariamente anestesiados em resposta a experiência trágica.
Somos gratos a essa anestesia temporária, porque ela não permite que
enfrentemos a cruel realidade de uma só vez. Esse estado de choque, pode durar
de alguns minutos a algumas horas ou
alguns dias. Se ele perdura por semanas, provavelmente se trata de um
sofrimento doentio e a ajuda profissional deve ser procurada.
Frequentemente o choque se apresenta nos primeiros estágios do
tempo de luto. Às vezes quando a pessoa parece serena demais em um velório é
porque ela está anestesiada e isto ajuda a pessoa estar pronta para avançar em direção ao
próximo estágio do luto. Depois desta anestesia, esta fortaleza deverá se
quebrar e é importante depois disto
encararmos a nós mesmos, podemos e devemos nos debulhar em lágrimas e expressar
abertamente as emoções que não sentimos capazes de admitir anteriormente. O
choque é uma fuga temporária da realidade. Enquanto for temporário , ele é
benéfico. Mas se uma pessoa prefere permanecer nesse mundo dos sonhos em vez de
encarar a realidade de sua perda, obviamente isso seria algo bastante doentio.
Esta é uma das razões pela quais nos é útil permanecer bastante ocupados e
continuar a exercer as nossas atividades habituas o máximo possível durante o
período de crise. Certamente, não é bom ter alguém que assuma completamente o
controle de tudo nesse momento, e que
tome todas as decisões por nós. Parentes e amigos bem- intencionados podem
dificultar o processo do luto, forçando-nos a permanecer inativos. Quanto mais
cedo a pessoa precisa lutar com os problemas de ordem imediata e voltar a tomar
decisões, melhor. Esteja próximo da
pessoa e disponível para ajudá-la se tudo parecer ruim, mas, de modo geral, não
tire dela o valor terapêutico de deixar que faça por si mesma aquilo que
conseguir. É isso o que irá ajudá-la bastante a sair de seu estado de choque e
dar sequência ao processo de luto . Mesmo saindo do estado de choque inicial,
sem dúvida alguma a pessoa irá experimentar, nos dias e meses que se seguem ,
tempos em que o fantasma da perda irá revisitá-la. De vez em quando ela dirá :
Não posso acreditar que isto tenha
acontecido. Conscientemente, eu sei que aconteceu, mas acho que emocionalmente
eu não aceitei isso, de fato. Para todos
nós, o maios obstáculo é aceitar emocionalmente os fatos. Simplesmente não
queremos acreditar neles, e então de modo inconsciente, colocamos tantas
barreiras no caminho quantas forem possíveis , fazendo da aceitação total um
processo muito lento. No próximo tópico
abordaremos o segundo estágio do luto
COMO ENFRENTAR O LUTO? COMO ACEITAR A PERDA DE ALGUÉM QUERIDO? COMO LIDAR COM O SOFRIMENTO DE UMA MANEIRA SAUDÁVEL
Tudo o que escreverei a partir de hoje em várias
postagens tirei do livro: Perdas e Luto
de Granger E. Westberg, são tópicos muito importantes para ajudar a elaborar o
luto e enfrenta-lo, achei um livro muito interessante para pessoas em luto e
dividirei com vocês assuntos que podem
ajudar pessoas em luto também, veremos os padrões do sofrimento e o que podemos
aprender com ele, os estágios do processo de cura presentes no luto. Aprendi que saímos de nossa experiência de dor como seres
humanos mais fortes e maduros, porque entramos no mais profundo desespero de
nossa vida em perdermos um filho, eu pelo menos saí com mais força para poder
ajudar os outros , a nossa vida é toda revirada , entramos no maior desânimo de
nossa vida, entramos em pânico e neste
momento a fé desempenha um papel fundamental no processo do luto. Há diversas
maneiras de sofrer, a positiva e a negativa, e qual é a
diferença entre a tristeza mórbida e a anormal? Quem está em luto precisa ser
ajudado a se libertar da dependência em relação aquilo que se foi e encontrar
outras coisas que vão recompensar esta grande dor. Nós ficamos perturbados,
inquietos em relação a imagem da pessoa que se foi ou do passado, sentimos culpa, temos reações agressivas e conduta completamente diferente da normal. As
pessoas que enfrentam suas perdas desafiando aberta e honestamente o problema ,
conseguem atravessar a experiência do luto saindo-se mais fortes, profundos e
capazes de ajudar outras pessoas em suas dores.
Temos que enfrentar nosso sofrimento conscientes que Deus ainda se preocupa conosco. A partir de agora
nós vamos aprender os dez estágios do luto.
terça-feira, 25 de dezembro de 2012
FELIZ NATAL MEU ANJO, MINHA MÃE E FELIZ NATAL A TODOS OS MEUS AMIGOS DO BLOG
Mais um Natal sem meu anjo ao meu lado, com este são quatro Natais, o de 2009, 2010, 2011 e 2012. Para uma mãe que perde seu filho querido, os Natais nunca mais serão os mesmos, nós passamos Natais maravilhosos juntos e neste Natal pedi a Jesus que me dê forças para continuar a caminhar na terra servindo aos outros, sendo uma pessoa melhor, neste Natal pedi a Jesus pela minha saúde, gostaria de viver mais tempo na terra para me preparar melhor para chegar a encontrar meu anjo um dia. Meu anjo querido queria tanto te dar um abraço bem apertado e um beijo bem longo em sua buchecha , me sinto muito triste sem você, sem luz em meu coração, mas meu amor por você é muito grande, muito maior do que a morte, e para vocês meus amigos que me acompanham todos estes anos, muito obrigada de coração, por cada comentário me dando forças, por cada testemunho, existem pessoas que colocam aqui todos os seus sentimentos e palavras que gostariam de falar que ninguém nunca vai escutar, que desabafam todas as suas dores e a grande saudade que sentem dos seus entes queridos, escrever é bom, faz bem para a alma. Feliz Natal minha mãe querida, sinto sua falta, gostaria de um colo, de um carinho, de um beijo de mãe, obrigada mãezinha por todo o amor que me dedicou por toda sua vida aqui na terra e obrigada a todos vocês que me emocionam todos os dias com suas palavras. Feliz Natal a vocês da terra e do céu. Que Deus esteja com cada um de vocês, iluminando o caminho de vocês todos os dias.
quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
UM SINAL DE MEU ANJO EM MEU CRUZEIRO
Olá amigos, voltei do cruzeiro que fiz com mais 15 pessoas, sendo a maioria de minha família, foram 04 noites e 05 dias, me diverti muito apesar de ter passado mal na primeira noite, fiquei bastante enjoada, mas passou e nas outras me diverti muito. Fiquei até conhecida como a Prima do Zenith, porque no segundo dia o apresentador fez uma brincadeira e chamou algumas mulheres no palco do teatro onde tinha umas 700 pessoas mais ou menos, e eu fui uma delas, me chamou de prima porque em uma brincadeira anterior meu primo foi escolhido e o apresentador perguntou quem eu era porque eu estava do lado dele e foi aí que eu disse que era a prima, então fiquei conhecida assim, foi super engraçado, eu tinha que dançar o rebolachion, e fiz tanto sucesso que ele me deixou sozinha no palco para dançar, eu realmente entrei na brincadeira e como meu lema é viver os momentos intensamente, naquele momento eu entrei para brincar, depois todos ficavam me chamando de prima no navio, acho que fazia muito tempo que eu não achava graça como achei naquele cruzeiro, os apresentadores eram ótimos, a comida muito boa, os cantores e shows maravilhosos, valeu muito a pena mesmo, e ainda fui agraciada com um lindo arco íris no primeiro dia e no segundo com dois arco íris maravilhosos onde eram tão vivos que até se refletia na água e é claro que lembrei na hora que meu filho estava comigo porque quem me acompanha sabe que é o sinal dele para mim desde que ele partiu, consegui me divertir e esquecer um pouco, é pena que na volta para casa, quando entrei em um café estava tocando músicas de natal e aí me deu uma crise de choro, mas estava sozinha e ninguém percebeu, me recuperei logo e entrei na van novamente. Esta época de Natal é bem mais difícil apesar de ser o primeiro natal que já consegui comprar algumas coisas de Natal, comprei papai noel, toalhas, velas, enfim, algumas coisas de natal, mas ainda não consegui comprar uma árvore de natal e nem luzes para colocar em casa, meu coração ainda não consegue brilhar, não sinto vontade de colocar luzes em casa, mas sinto que ele está começando a querer cicatrizar uma pouquinho se é que isto é possível para uma mãe que perde um filho. Nossa última novena de Natal será domingo agora e vamos cantar muitas músicas lindas para Jesus, me sinto mais perto de Jesus e consequentemente me sinto mais perto de meu anjo. Acabei de ler um livro muito bom sobre o luto e o que podemos fazer para ajudar pessoas que estão em luto, em breve vou colocar muitas dicas para vocês ok. Um grande abraço meus amigose antes do Natal colocarei um mensagem para todos.
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
MEU PRESENTE PARA JESUS NESTE NATAL
Oi amigos, estamos fazendo a novena de natal em família onde eu toco violão e canto e coordeno a reunião, está sendo maravilhoso, as dinâmicas estão tocando fundo o coração de cada um, e em uma das reuniões a dinâmica era levar um presente para Jesus e dizer porque você estava ofereçendo aquele presente para Ele. Quero falar sobre o meu, eu pensei muito e queria levar alguma coisa que representasse meu filho, mas aí lembrei que Jesus que tinha me dado ele de presente durante 12 anos e eu apenas devolvi meu filho, ele foi o maior presente que tive em minha vida aqui na terra, então levei minha peruca, que representava toda minha luta de setembro do ano passado até hoje, quando Sansão perdeu sua força foi porque Dalila cortou seus cabelos, então conforme seu cabelo ia crescendo sua força ia voltando, quando fiquei careca, foi uma fase super difícil em minha vida, mas conforme meus cabelos crescem, fio por fio, minha fé vai aumentando gradualmente, cada vez me sinto mais forte e mais apaixonada por Jesus, aqueles momentos dolorosos, sofridos, de muito choro, incertezas e dor passaram, agora estou começando a reconstruir minha vida aos poucos, dia por dia, ao lado de minha família onde nos reunimos para orar toda semana, estas orações estão sendo maravilhosas porque a presença do Espírito Santo é muito forte e esta acontecendo grandes transformações no coração de cada um, e eu digo sempre, para nós mães que perdemos um filho e para todas as pessoas que perderam um ente querido, só tem uma maneira de voltar a vida novamente, através da fé, da esperança na vida eterna e não apenas na terrena. O Natal se aproxima e é mais uma data muito difícil para passar depois que se perde um filho, mas este ano como estou
preparando meu coração para o Natal com orações, acredito que será um Natal muito bom, onde estarei em paz, estou alegre porque minha irmã vai chegar na quinta feira e meu irmão Fabiano chega no dia 22 deste mês, então estaremos juntos e poderei matar minhas saudades. Também estarei viajando dia 15 e vou passar 05 dias em um cruzeiro com mais 13 amigos, sinto que minha vida começa a andar novamente apesar de muitas crises de choro ainda da saudade que sinto de meu menino.
preparando meu coração para o Natal com orações, acredito que será um Natal muito bom, onde estarei em paz, estou alegre porque minha irmã vai chegar na quinta feira e meu irmão Fabiano chega no dia 22 deste mês, então estaremos juntos e poderei matar minhas saudades. Também estarei viajando dia 15 e vou passar 05 dias em um cruzeiro com mais 13 amigos, sinto que minha vida começa a andar novamente apesar de muitas crises de choro ainda da saudade que sinto de meu menino.
sexta-feira, 16 de novembro de 2012
A FLOR E O SONHO - COINCIDÊNCIA OU PROVIDÊNCIA?
Falei sobre a flor misteriosa na postagem anterior, fiquei impressionada quando encontrei com minha sobrinha ontem que eu amo demais, a Gigi, e ela veio me contar sem eu falar nada para ela, que ela sonhou na noite anterior ao aparecimento da flor com meu filho, o primo dela, sonhou que estavam brincando e correndo em um jardim cheio de flores e tinha muitas flores amarelas e alaranjadas, e no outro dia apareceu esta flor que é alaranjada no portão de casa como eu já falei, uma flor de cor rara e que eu nunca vi aqui em lugar nenhum. Será apenas coincidência? não acredito nisto, para mim ele veio apenas me dizer que está sempre perto e nunca me abandona em nenhum momento de minha vida.
quinta-feira, 15 de novembro de 2012
A FLOR MISTERIOSA
Olá amigos, resolvi colocar uma postagem que achei interessante o que aconteceu. Apareceu no portão da minha casa, na área de dentro da casa, uma linda flor, só que o interessante é que esta flor não tem na vizinhança em lugar nenhum nem perto de nossa casa. As vezes acontecem alguns mistérios em nossa vida que não abrimos os olhos para enxergar, para mim não tem explicação. Amigos, estou bem, fazendo hidroterapia e dança, minhas dores estão melhores e pareçe que começo a querer viver novamente, a minha fé em Deus aumenta a cada dia e agora sempre toco violão e canto músicas de louvores para Ele. Um grande abraço amigas e nunca percam a esperança, a vida é bela e quando confiamos em Deus tudo se torna possível.
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
FINADOS EM BONITO - UMA LIÇÃO QUE APRENDI
Olá, resolvi passar finados em Bonito com umas 50 pessoas da família do meu primo, achei que estar no meio da natureza me faria bem, estava tendo muitas crises de choro pela aproximação de finados, vou postar algumas fotos, me superei, desci 296 degraus para ver uma lagoa azul dentro de uma gruta, foi em dificil mas eu consegui, flutuei em um rio chamado prata, um aquário natural maravilhoso, ver os peixes passando bem perto de nós, quase podendo tocá-los foi uma experiência maravilhosa, também desci de bote em algumas cachoeiras, foi bem gostoso, passei dia de finados bem, só me deu uma crise muito forte de choro no domingo quando chegamos em um balneário que quase 300 peixes nadam em nossa frente, em nossos pés, aí vi muitas crianças brincando, sentei dentro da água e chorei por quase 01 hora, e todos aqueles questionamentos de mãe veio na minha mente, porque não tive a oportunidade de viver com meu filho, porque ele não teve a chance de viver como as outras crianças, enfim, vários pensamentos irracionais, mas me levantei e mais uma vez consegui superar e terminei o dia muito bem, acho que esta crise se deu porque quando eu estava dentro do carro indo para este balneário, o filho de minha prima de 08 anos estava atrás comigo e ele colocou o óculos de sol dele e por uns instantes tive a certeza que meu filho estava ali, senti muito forte a presença dele, porque ficou muito nítido em minha mente uma vez que fomos para a praia e ele usou um oculos de sol que comprei para ele, o menino se parecia muito com ele, e em vez de aproveitar aquele momento e abraçá-lo, eu me virei do lado e chorei, acho que deixei passar uma oportunidade de curtir a presença, choro muito pela ausência e eu poderia curtir mais a presença dele quando eu o sinto perto de mim, mas a gente vai aprendendo aos poucos. Valeu a pena, a natureza é maravilhosa. Minha saúde está bem, meus exames deram tudo bem, agora vamos ver os exames do papai, estou preocupada com isto. Mães que perderam seus filhos, quando sentirem a presença de seus filhos através de algo ou alguém curta a presença e não se desespere pela ausencia. tenham paciência com vocês mesmas, o luto é diferente para cada pessoa, cada uma tem seu tempo, tenham paciência com vocês, é uma lição que estou aprendendo agora.
PARA SEMPRE AO SEU LADO- UMA LIÇÃO DE AMOR
Oi amigos, estou assistindo a um filme pela quarta vez , Para Sempre ao seu Lado e como todas as vezes me debulhando em lágrimas, deste filme eu tiro uma lição de amor além da vida, o amor de um cachorro pelo seu dono depois da morte, ele nunca deixou de esperar seu dono na estação de trem onde ia esperá-lo todos os dias, nem depois de sua morte, por anos ele continuou indo naquele lugar e esperando, esperando, debaixo de neve, frio e chuva, ele nunca perdeu a esperança de encontrar seu dono novamente até que ele morreu e para homenageá-lo fizeram uma estátua dele na praça onde viveu por muitos anos até a sua morte, esta estátua é um ponto turístico naquele País, mas o que aprendi com este filme que nossos animais de estimação nunca nos abandonam, nos amam incondicionalmente, independente do que fazemos a eles e ficam esperando pacientemente uma atenção nossa, e para minha vida comparo este amor ao meu amor por meu filho, um amor além da morte, nunca irei perder a esperança de encontrá-lo, nunca meu amor vai ser menor apenas porque ele partiu, o amor de uma mãe por um filho que partiu antes dela, é tão poderoso que é o que move sua vida. Meu filho amado, jamais vou deixar minha esperança morrer, a esperança de um dia abraçar você novamente, mas te confesso que é muito triste ficar esperando você que eu sei que nunca mais irá voltar para casa. Eu te amo meu amor. Até um dia se Deus quiser.
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
LINDA MENSAGEM DA MISSA DE SÉTIMO DIA DE GLAUZEIR SILVESTRE DE MATOS JUNIOR
Seus pais estão muito tristes, são amigos queridos de nossa família, eu brinquei muito quando criança com a Edna, mãe querida que sempre acompanhava meu blog antes de seu filho partir, e hoje sinto tanta tristeza em vê-la sofrer e passar pela mesma dor que eu passei e passo até hoje, é muito duro ver um pai e uma mãe sofrendo, com o coração despedaçado pela dor da saudade e de tantos planos que nunca se realizarão ao lado de seu filho, mas este filho amado deixou uma sementinha de amor nesta terra, sua esposa está grávida e este bebê trará conforto para esta família neste momento de dor, tenho certeza disto. Meus mais sinceros sentimentos e deixo aqui esta linda mensagem que foi entregue na missa de sétimo dia. Fiquem com Deus meus amigos e muita força nesta hora para a família que está sofrendo muito. ( se clicar na imagem as letras ficarão maiores e mais fácil de serem visualizadas)
domingo, 28 de outubro de 2012
LUTANDO PELOS MEUS DIREITOS COMO APOSENTADA POR INVALIDEZ
Oi amigos, resolvi fazer uma postagem separada deste assunto pelo constrangimento que passei hoje onde fiquei bastante chateada com o que aconteçeu. Desde que fui acometida de neoplasia maligna, corri atrás de todos os meus direitos e que são muitos, e entre eles está a meia entrada em vários eventos, incluindo festas, pois bem, hoje fui com meu pai em um clube de Paranavaí onde prefiro não colocar o nome por questão de ética, mas quando cheguei no clube a moça que é dona e estava no caixa, me atendeu super mal quando mostrei para ela minha carteirinha de aposentada e disse que tinha direito a meia entrada. Ela me questionou bastante e disse que ali não tinha isto, apenas pessoas com mais de 60 anos, me fez passar uma grande vergonha, mas como eu já conheço a lei, eu disse para ela que era lei e que iria levar para ela na próxima vez que eu fosse para lá e encontrei e vou levar esta lei e também vou colocar aqui para as pessoas do Paraná conhecerem seus direitos, não é apenas no Paraná, é no Brasil inteiro, inclusive em Belém eu nem pagava cinema e nem teatro. Infelizmente tem pessoas que não tem a mínima noção de um bom atendimento, mas quando eu voltar lá, acho que vou dar uma lição de moral nesta moça e dizer para ela respeitar mais as pessoas que chegam em seu estabelecimento, se existe a lei é para ser cumprida. Segue abaixo a lei que estou dizendo:
Lei
16675 - 20 de Dezembro de 2010
Meia - Entrada
Orientações
sobre meia-entrada
Embora seja um direito garantido por lei, a meia-entrada ainda gera algumas dúvidas. Assim, com o objetivo de facilitar o acesso a teatros, cinemas e eventos culturais, educacionais, científicos, esportivos e de lazer, o Procon-PR orienta quanto aos direitos do consumidor.
Estudantes do ensino fundamental, médio e superior - público e particular - (Lei Estadual 11.182/1995); idosos - com idade igual ou superior a 60 anos - (Lei Federal 10.741/2003 - Estatuto do Idoso); doadores de sangue registrados em hemocentro e bancos de sangue de hospitais do Estado (Lei Estadual 13.964/2002); e professores da rede de ensino público e particular do Paraná (Lei Estadual 15.876/2008) têm direito à meia-entrada, pagando assim a metade do valor estipulado ao público geral para o ingresso a espetáculos culturais
, eventos esportivos, cinemas,
exposições, entre outros. Na hora da aquisição do ingresso, devem, no entanto,
apresentar os documentos comprovando a sua condição junto à bilheteria.
Ainda é comum a venda generalizada de ingressos com 50% de desconto, mediante a doação de um quilo de alimento. Neste caso, o estudante, professor, idoso, ou doador de sangue tem o direito a pagar a metade deste valor cobrado com a doação.
Se o estabelecimento recusar-se a oferecer o desconto, é preciso guardar o comprovante do valor pago e ir até a sede do órgão, ou dirigir-se aos Procons municipais para efetuar a reclamação, e trazer o RG, CPF e comprovante de residência.
Por lei, estão sujeitos à meia-entrada, as casas de diversão ou estabelecimentos que realizarem espetáculos musicais, artísticos, circenses, teatrais, cinematográficos, atividades sociais, recreativas, culturais, praças esportivas e quaisquer outras que proporcionem lazer, cultura e entretenimento como danceterias, bares, shows, estádios esportivos, parques de diversão, teatros e museus. Se o estabelecimento não conceder o desconto da meia-entrada, poderá receber sanções administrativas, que incluem entre outras multa e possível suspensão de alvará de funcionamento.
Embora seja um direito garantido por lei, a meia-entrada ainda gera algumas dúvidas. Assim, com o objetivo de facilitar o acesso a teatros, cinemas e eventos culturais, educacionais, científicos, esportivos e de lazer, o Procon-PR orienta quanto aos direitos do consumidor.
Estudantes do ensino fundamental, médio e superior - público e particular - (Lei Estadual 11.182/1995); idosos - com idade igual ou superior a 60 anos - (Lei Federal 10.741/2003 - Estatuto do Idoso); doadores de sangue registrados em hemocentro e bancos de sangue de hospitais do Estado (Lei Estadual 13.964/2002); e professores da rede de ensino público e particular do Paraná (Lei Estadual 15.876/2008) têm direito à meia-entrada, pagando assim a metade do valor estipulado ao público geral para o ingresso a espetáculos culturais
Ainda é comum a venda generalizada de ingressos com 50% de desconto, mediante a doação de um quilo de alimento. Neste caso, o estudante, professor, idoso, ou doador de sangue tem o direito a pagar a metade deste valor cobrado com a doação.
Se o estabelecimento recusar-se a oferecer o desconto, é preciso guardar o comprovante do valor pago e ir até a sede do órgão, ou dirigir-se aos Procons municipais para efetuar a reclamação, e trazer o RG, CPF e comprovante de residência.
Por lei, estão sujeitos à meia-entrada, as casas de diversão ou estabelecimentos que realizarem espetáculos musicais, artísticos, circenses, teatrais, cinematográficos, atividades sociais, recreativas, culturais, praças esportivas e quaisquer outras que proporcionem lazer, cultura e entretenimento como danceterias, bares, shows, estádios esportivos, parques de diversão, teatros e museus. Se o estabelecimento não conceder o desconto da meia-entrada, poderá receber sanções administrativas, que incluem entre outras multa e possível suspensão de alvará de funcionamento.
Súmula: Institui a meia entrada para deficientes físicos nos eventos
teatrais realizados em todos os locais públicos de cultura, em casa de
diversões, espetáculos, praças esportivas e similares do Estado do Paraná.
A Assembléia
Legislativa do Estado do Paraná decretou e eu sanciono a seguinte lei:
Art. 1°. Fica instituída a meia entrada para deficientes físicos nos
eventos teatrais realizados em todos os locais públicos de cultura, em casa de
diversões, espetáculos, praças esportivas e similares do Estado do Paraná.
Art. 2°. A meia entrada corresponde a 50% (cinquenta por cento) do valor
do ingresso cobrado, sem restrição de data e horário.
Art. 3°. Esta lei entrará em vigor na data de sua publicação.
PALÁCIO DO
GOVERNO EM CURITIBA, em 20 de dezembro de 2010.
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